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As três verdades de um Deus jovem

“Deus ama. Cristo salva. Ele está vivo”. Da Austrália, Huw Warmenhoven comenta as “três verdades" do “grande anúncio” cristão, explicadas por Francisco no quarto capítulo da “Christus vivit”. Todas as três, afirma, levam a "uma quarta verdade": com Jesus, "também eu estou vivo".

Christus vivit

(parágrafos 103-133)

 

103. Neste capítulo, detive-me a ver a realidade dos jovens no mundo atual. Outros aspetos aparecerão nos capítulos seguintes. Como já disse, não pretendo ser exaustivo com esta análise. Exorto as comunidades a fazerem, com respeito e seriedade, um exame da sua realidade juvenil mais próxima, para poderem discernir os percursos pastorais mais apropriados. Mas não quero terminar este capítulo, sem dirigir algumas palavras a cada um de vós.

104. Recordo-te a boa notícia que nos deu a manhã da Ressurreição, ou seja, que, em todas as situações escuras ou dolorosas mencionadas, há uma via de saída. Por exemplo, é verdade que o mundo digital pode expor-te ao risco de te fechares em ti mesmo, de isolamento ou do prazer vazio. Mas não esqueças a existência de jovens que, também nestas áreas, são criativos e às vezes geniais. É o caso do jovem Venerável Carlos Acutis.

105. Ele sabia muito bem que estes mecanismos da comunicação, da publicidade e das redes sociais podem ser utilizados para nos tornar sujeitos adormecidos, dependentes do consumo e das novidades que podemos comprar, obcecados pelo tempo livre, fechados na negatividade. Mas ele soube usar as novas técnicas de comunicação para transmitir o Evangelho, para comunicar valores e beleza.

106. Não caiu na armadilha. Via que muitos jovens, embora parecendo diferentes, na verdade acabam por ser iguais aos outros, correndo atrás do que os poderosos lhes impõem através dos mecanismos de consumo e aturdimento. Assim, não deixam brotar os dons que o Senhor lhes deu, não colocam à disposição deste mundo as capacidades tão pessoais e únicas que Deus semeou em cada um. Na verdade, «todos nascem – dizia Carlos – como originais, mas muitos morrem como fotocópias». Não deixes que isto te aconteça!

107. Não deixes que te roubem a esperança e a alegria, que te narcotizem para te usar como escravo dos seus interesses. Ousa ser mais, porque o teu ser é mais importante do que qualquer outra coisa; não precisas de ter nem de parecer. Podes chegar a ser aquilo que Deus, teu Criador, sabe que tu és, se reconheceres o muito a que estás chamado. Invoca o Espírito Santo e caminha, confiante, para a grande meta: a santidade. Assim, não serás uma fotocópia; serás plenamente tu mesmo.

108. Para isso, precisas de reconhecer uma coisa fundamental: ser jovem não significa apenas procurar prazeres transitórios e sucessos superficiais. Para a juventude desempenhar a finalidade que lhe cabe no curso da vida, deve ser um tempo de doação generosa, de oferta sincera, de sacrifícios que custam, mas tornam-nos fecundos. É como dizia um grande poeta:

«Se, para recuperar o que recuperei,
tive de perder primeiro o que perdi,
se, para obter o que obtive,
tive de suportar o que suportei,

se, para estar agora enamorado,
tive que ser ferido,
considero justo ter sofrido o que sofri,
considero justo ter chorado o que chorei.

Porque no fim constatei
que não se goza bem do gozado
senão depois de o ter padecido.

Porque no fim compreendi
que quanto a árvore tem de florido
vive do que ela tem de enterrado
».[61]

109. Se és jovem em idade, mas te sentes frágil, cansado ou desiludido, pede a Jesus que te renove. Com Ele, não se extingue a esperança. E o mesmo podes fazer, se te sentires imerso nos vícios, em maus hábitos, no egoísmo ou na comodidade morbosa. Cheio de vida, Jesus quer ajudar-te para que valha a pena ser jovem. Assim, não privarás o mundo daquela contribuição que só tu – único e irrepetível, como és – lhe podes dar.

110. Mas quero recordar-te também que «é muito difícil lutar contra a própria concupiscência e contra as ciladas e tentações do demónio e do mundo egoísta, se estivermos isolados. A sedução com que nos bombardeiam é tal que, se estivermos demasiado sozinhos, facilmente perdemos o sentido da realidade, a clareza interior e sucumbimos».[62]Isto é válido sobretudo para os jovens, porque vós, unidos, tendes uma força admirável. Quando vos entusiasmais por uma vida comunitária, sois capazes de grandes sacrifícios pelos outros e pela comunidade; ao passo que o isolamento vos enfraquece e expõe aos piores males do nosso tempo.

Capítulo IV

O GRANDE ANÚNCIO PARA TODOS OS JOVENS

111. A todos os jovens, independentemente das circunstâncias em que se encontrem, quero agora anunciar-lhes o mais importante, as coisas primeiras, aquilo que nunca se deveria silenciar. É um anúncio que inclui três grandes verdades que todos nós precisamos de escutar sempre de novo.

Um Deus que é amor

112. Eis a primeira verdade que quero dizer a cada um: «Deus ama-te». Mesmo que já o tenhas ouvido – não importa! –, quero recordar-to: Deus ama-te. Nunca duvides disto na tua vida, aconteça o que acontecer. Em toda e qualquer circunstância, és infinitamente amado.

113. Talvez a experiência de paternidade que tiveste não seja a melhor: o teu pai terreno talvez se tenha mostrado distante e ausente ou, pelo contrário, dominador e possessivo; ou simplesmente não foi o pai que precisavas. Não sei! Mas o que posso dizer-te com certeza é que podes lançar-te, com segurança, nos braços do teu Pai divino, do Deus que te deu a vida e continua a dá-la a cada momento. Sustentar-te-á com firmeza e, ao mesmo tempo, sentirás que Ele respeita completamente a tua liberdade.

114. Na sua Palavra, encontramos muitas expressões do seu amor. É como se Ele estivesse procurando maneiras diferentes de to manifestar para ver se, com alguma dessas palavras, pode chegar ao teu coração. Por exemplo, às vezes apresenta-Se como aqueles pais carinhosos que brincam com seus filhos: «Segurava-os com laços humanos, com laços de amor, fui para eles como os que levantam uma criancinha contra o seu rosto» (Os 11, 4).

Há vezes em que Se apresenta repleto daquele amor com que as mães amam sinceramente os seus filhos, com um amor entranhado que é incapaz de esquecer ou abandonar: «Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria» (Is 49, 15).

Mostra-Se até como um enamorado que chega a tatuar na palma da sua mão a pessoa amada, para poder ter o seu rosto sempre perto: «Eis que Eu gravei a tua imagem na palma das minhas mãos» (Is 49, 16).

Outras vezes destaca a força e a firmeza do seu amor, que não se deixa derrotar: «Ainda que os montes sejam abalados e tremam as colinas, o meu amor por ti nunca mais será abalado, e a minha aliança de paz nunca mais vacilará» (Is 54, 10).

Ou então diz-nos que desde sempre nos esperou, não aparecemos neste mundo por acaso. Já antes de existirmos, éramos um projeto do seu amor: «Amei-te com um amor eterno. Por isso, dilatei a misericórdia para contigo» (Jr 31, 3).

Faz-nos notar que Ele sabe ver a nossa beleza, aquela que ninguém mais pode individuar: «És precioso aos meus olhos, te estimo e te amo» (Is 43, 4).

Ou leva-nos a descobrir que o seu amor não é triste, mas pura alegria que se renova quando nos deixamos amar por Ele: «O Senhor, teu Deus, está no meio de ti como poderoso salvador! Ele exulta de alegria por tua causa, pelo seu amor te renovará. Ele dança e grita de alegria por tua causa» (Sf 3, 17).

115. Para Ele, és realmente valioso; tu não és insignificante. Importa-Se contigo, porque és obra das suas mãos. Por isso, presta atenção e lembra-Se de ti com carinho. Precisas de confiar «na recordação de Deus: a sua memória não é um “disco rígido” que grava e armazena todos os nossos dados, a sua memória é um coração terno e rico de compaixão, que se alegra em eliminar definitivamente todos os nossos vestígios de mal».[63]Não quer guardar a conta dos teus erros e, em todo o caso, ajudar-te-á a aprender alguma coisa também com as tuas quedas. Porque te ama. Procura ficar um momento em silêncio, deixando-te amar por Ele. Procura calar todas as vozes e alarido interior, e para um momento nos seus braços amorosos.

116. É um amor «que não se impõe nem esmaga, um amor que não marginaliza, não obriga a estar calado nem silencia, um amor que não humilha nem subjuga. É o amor do Senhor: amor diário, discreto e respeitador, amor feito de liberdade e para a liberdade, amor que cura e eleva. É o amor do Senhor, que se entende mais de levantamentos que de quedas, mais de reconciliação que de proibições, mais de dar nova oportunidade que de condenar, mais de futuro que de passado».[64]

117. Quando te pede alguma coisa ou simplesmente permite os desafios que a vida te apresenta, Deus espera que Lhe dês espaço para fazer-te avançar, promover-te, deixar-te mais amadurecido. Não Se aborrece, se O questionas; aquilo que O preocupa é que tu não Lhe fales, que não te abras sinceramente ao diálogo com Ele. Conta-se na Bíblia que Jacob teve uma luta com Deus (cf. Gn 32, 25-31), sem que isso o afastasse do caminho do Senhor. De facto, é Ele próprio que nos exorta: «Vinde agora, entendamo-nos» (Is 1, 18). O seu amor é tão real, tão verdadeiro, tão concreto, que nos proporciona uma relação cheia de diálogo sincero e fecundo. Enfim, procura o abraço do teu Pai do céu no rosto amoroso das suas corajosas testemunhas na terra!

Cristo salva-te

118. A segunda verdade é que, por amor, Cristo entregou-Se até ao fim para te salvar. Os seus braços abertos na cruz são o sinal mais precioso dum amigo capaz de levar até ao extremo o seu amor: «Ele, que amava os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo» (Jo 13, 1).

São Paulo dizia viver confiado naquele amor que, por ele, se deu totalmente: «A vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gal 2, 20).

119. E Cristo, que nos salvou dos nossos pecados na Cruz, com o mesmo poder da sua entrega total, continua a salvar-nos e resgatar-nos hoje. Olha para a sua Cruz, agarra-te a Ele, deixa-te salvar, porque, «quantos se deixam salvar por Ele, são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento».[65]E, se pecares e te afastares, Ele volta a levantar-te com o poder da sua Cruz. Nunca esqueças que «Ele perdoa setenta vezes sete. Volta uma vez e outra a carregar-nos aos seus ombros. Ninguém nos pode tirar a dignidade que este amor infinito e inabalável nos confere. Ele permite-nos levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos defrauda e sempre nos pode restituir a alegria».[66]

120. Nós «fomos salvos por Jesus: porque nos ama e não pode deixar de o fazer. Podemos combiná-la de todas as cores, mas Ele continua a amar-nos e salva-nos. Porque só o que se ama pode ser salvo. Só o que se abraça, pode ser transformado. O amor do Senhor é maior que todas as nossas contradições, que todas as nossas fragilidades e que todas as nossas mesquinhices, mas é precisamente através das nossas contradições, fragilidades e mesquinhices que Ele quer escrever esta história de amor. Abraçou o filho pródigo, abraçou Pedro depois de O ter negado e abraça-nos sempre, sempre, sempre, depois das nossas quedas, ajudando-nos a levantar e ficar de pé. Porque a verdadeira queda – atenção a isto! – a verdadeira queda, aquela que nos pode arruinar a vida, é ficar por terra e não se deixar ajudar».[67]

121. O seu perdão e a sua salvação não são algo que compramos, ou que temos de adquirir com as nossas obras ou com os nossos esforços. Jesus perdoa-nos e liberta-nos gratuitamente. A sua doação na Cruz é algo tão grande que não podemos nem devemos pagá-lo; devemos apenas recebê-lo com imensa gratidão e com a alegria de ser tão amados, ainda antes que o pudéssemos imaginar: «Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19).

122. Jovens amados pelo Senhor, oh quanto valeis vós, se fostes redimidos pelo sangue precioso de Cristo! Queridos jovens, vós «não tendes preço! Não sois mercadoria em leilão! Por favor, não vos deixeis comprar, não vos deixeis seduzir, não vos deixeis escravizar pelas colonizações ideológicas que incutem ideias estranhas na nossa cabeça, tornando-nos por fim escravos, dependentes, fracassados na vida. Vós não tendes preço! Deveis repetir sempre isto: eu não estou em leilão, eu não tenho preço, sou livre! Apaixonai-vos por esta liberdade, que nos é oferecida por Jesus».[68]

123. Fixa os braços abertos de Cristo crucificado, deixa-te salvar sempre de novo. E quando te aproximares para confessar os teus pecados, crê firmemente na sua misericórdia que te liberta de toda a culpa. Contempla o seu sangue derramado pelo grande amor que te tem e deixa-te purificar por ele. Assim, poderás renascer sempre de novo.

Ele vive!

124. Mas há uma terceira verdade, que é inseparável da anterior: Ele vive! É preciso recordá-lo com frequência, porque corremos o risco de tomar Jesus Cristo apenas como um bom exemplo do passado, como uma recordação, como Alguém que nos salvou há dois mil anos. De nada nos aproveitaria isto: deixava-nos como antes, não nos libertaria. Aquele que nos enche com a sua graça, Aquele que nos liberta, Aquele que nos transforma, Aquele que nos cura e consola é Alguém que vive. É Cristo ressuscitado, cheio de vitalidade sobrenatural, revestido de luz infinita. Por isso dizia São Paulo: «Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé» (1 Cor 15, 17).

125. Mas, se Ele vive, então poderá estar presente em cada momento da tua vida, para o encher de luz. Assim, nunca mais haverá solidão nem abandono. Ainda que todos nos abandonem, Jesus permanecerá, como prometeu: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Tudo preenche com a sua presença invisível e, para onde quer que vás, lá estará Ele à tua espera. É que Ele não só veio, mas vem e continuará a vir todos os dias, para te convidar a caminhar para um horizonte sempre novo.

126. Contempla Jesus feliz, transbordando de alegria. Alegra-te com o teu Amigo que triunfou. Mataram o Santo, o Justo, o Inocente, mas Ele venceu. O mal não tem a última palavra. Também na tua vida, o mal não terá a última palavra, porque o teu Amigo, que te ama, quer triunfar em ti. O teu Salvador vive.

127. Se Ele vive, isso é uma garantia de que o bem pode triunfar na nossa vida e de que as nossas fadigas servirão para qualquer coisa. Então podemos deixar de nos lamentar e podemos olhar em frente, porque com Ele é possível sempre olhar em frente. Esta é a certeza que temos: Jesus é o vivente eterno; agarrados a Ele, viveremos e atravessaremos, ilesos, todas as formas de morte e violência que se escondem no caminho.

128. Qualquer outra solução será frágil e temporária: talvez se mostre útil por algum tempo, mas de novo nos encontraremos desprotegidos, abandonados, expostos às intempéries. Pelo contrário, com Ele, o coração está enraizado numa segurança basilar, que perdura mais além de tudo. São Paulo diz querer estar unido a Cristo, para poder assim «conhecê-Lo a Ele, na força da sua ressurreição» (Flp 3, 10). Tal é a força que se manifestará sempre de novo na tua existência, porque Ele veio para dar-te a vida, e «vida em abundância» (cf. Jo 10, 10).

129. Se conseguires apreciar com o coração a beleza deste anúncio e te deixares encontrar pelo Senhor; se te deixares amar e salvar por Ele; se entrares na sua intimidade e começares a conversar com Cristo vivo sobre as coisas concretas da tua vida, esta será a grande experiência, será a experiência fundamental que sustentará a tua vida cristã. Esta será também a experiência que poderás comunicar a outros jovens. Porque, «ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo».[69]

O Espírito dá vida

130. Nestas três verdades (Deus ama-te, Cristo é o teu salvador, Ele vive), aparece Deus Pai e aparece Jesus. Mas, onde estão o Pai e Jesus Cristo, também está o Espírito Santo. É Ele que prepara e abre os corações para receberem este anúncio, é Ele que mantém viva esta experiência de salvação, é Ele que te ajudará a crescer nesta alegria se O deixares agir. O Espírito Santo enche o coração de Cristo ressuscitado e de lá, como duma fonte, derrama-Se na tua vida. E quando O recebes, o Espírito Santo faz-te entrar cada vez mais no coração de Cristo, para que te enchas sempre mais com o seu amor, a sua luz e a sua força.

131. Todos os dias invoca o Espírito Santo, para que renove em ti constantemente a experiência do grande anúncio. Porque não? Tu não perdes nada e Ele pode mudar a tua vida, pode iluminá-la e dar-lhe um rumo melhor. Não te mutila, não te tira nada, antes ajuda-te a encontrar da melhor maneira aquilo que precisas. Precisas de amor? Não o encontrarás na devassidão, usando os outros, possuindo ou dominando os outros; n’Ele, o encontrarás duma forma que te fará verdadeiramente feliz. Buscas intensidade? Não a viverás acumulando objetos, gastando dinheiro, correndo desesperadamente atrás das coisas deste mundo; chegará duma maneira muito mais bela e satisfatória, se te deixares guiar pelo Espírito Santo.

132. Buscas paixão? Deixa-te enamorar por Ele, porque – como se lê no estupendo poema Enamora-te! – «nada pode ser mais importante do que encontrar Deus, ou seja, enamorar-se d’Ele de maneira definitiva e absoluta. Aquilo de que te enamoras, prende a tua imaginação e acaba por ir deixando a sua marca em tudo. Será isso a decidir o que te arranca da cama pela manhã, o que fazes no final da tarde, como transcorres os teus fins de semana, aquilo que lês, o que conheces, aquilo que te destroça o coração e o que te faz transbordar de alegria e gratidão. Enamora-te! Permanece no amor! Tudo será diferente».[70]Este amor de Deus, que se apodera apaixonadamente de toda a vida, é possível pelo Espírito Santo, porque «o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5, 5).

133. Ele é a fonte da juventude melhor. Com efeito, quem confia no Senhor «é como a árvore plantada perto da água, a qual estende as raízes para a corrente; não teme quando vem o calor, e a sua folhagem fica sempre verdejante» (Jr 17, 8). Enquanto «os adolescentes se cansam e se fatigam» (Is 40, 30), aqueles que esperam, confiados no Senhor, «renovam as suas forças. Têm asas como a águia, correm sem se cansar, marcham sem desfalecer» (Is 40, 31).

22 outubro 2019, 12:00