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O presidente da Conferência Episcopal Alemã (Dbk) é o arcebispo de Munique-Freising, cardeal Reinhard Marx (dir.) O presidente da Conferência Episcopal Alemã (Dbk) é o arcebispo de Munique-Freising, cardeal Reinhard Marx (dir.)  (ANSA)

Caminho sinodal da Igreja alemã não está em perigo, assegura cardeal Reinhard Marx

O episcopado alemão estará reunido até a próxima quinta-feira no Seminário Arquiepiscopal de Fulda, para tratar temas que vão desde a questão de abuso sexual por parte do clero à reflexão sobre o estilo de vida dos sacerdotes, passando pelas dificuldades em aceitar os princípios da moral sexual ao problema de uma comunidade que envelhece e teme mudanças geracionais.

O presidente da Conferência Episcopal Alemã (Dbk), arcebispo de Munique-Freising, cardeal Reinhard Marx,  afirmou na tarde desta segunda-feira, 23 - durante a habitual coletiva de imprensa por ocasião da abertura da Assembleia Plenária – que o "caminho sinodal" da Igreja Católica na Alemanha "não está em perigo".  

Até quinta-feira, o episcopado alemão estará reunido no Seminário Arquiepiscopal de Fulda, para tratar temas que vão desde a questão de abuso sexual por parte do clero à reflexão sobre o estilo de vida dos sacerdotes, passando pelas dificuldades em aceitar os princípios da moral sexual ao problema de uma comunidade que envelhece e teme mudanças geracionais. 

Caminho sinodal não para

 

Durante suas conversações em Roma na semana passada, o cardeal destacou que não lhe foi mostrado "nenhum sinal de parada" do caminho sinodal que a Igreja alemã quer enfrentar.

O cardeal também precisou, respondendo a alguns pedidos dos jornalistas presentes, que o Papa Francisco o encorajou a continuar no caminho do sinodal.

O purpurado não quis dar detalhes de suas conversas no Vaticano, pois pretendia primeiro informar os outros 68 bispos alemães, mas enfatizou que as conversas em Roma ajudaram "a dissipar os mal-entendidos, transformando-os em discussões construtivas".

Referindo-se à carta enviada pelo Papa aos "peregrinos alemães" em junho passado, o cardeal Marx não negou a existência de opiniões divergentes na Conferência Episcopal Alemã e que em várias ocasiões houve um debate quer com o cardeal Rainer Maria Woelki, arcebispo de Colônia, quer com o bispo de Münster Felix Genn. Neste sentido, são esperados debates intensos durante a sessão plenária.

O tema dos abusos

 

Um tópico importante da Assembleia será, recordou o presidente da Dbk, a continuação dos debates que envolveram o escândalo dos abusos, a partir do chamado "Estudo de Mhg", publicado há um ano.

Desta vez, a DBK quer conversar com representantes das organizações das vítimas. O cardeal recordou que está em discussão um sistema de compensação diferente para as vítimas de abusos, financeiramente muito mais amplo.

Outro tema central da Assembleia será a política ambiental, também à luz também o próximo Sínodo sobre a Amazônia.

(Com Agência Sir)

23 setembro 2019, 19:52