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"Era uma alma corajosa, ansiosa por seguir o caminho do serviço amoroso a Deus e ao país", diz padre jesuíta Karel San Juan, diretor da Universidade de Zamboanga "Era uma alma corajosa, ansiosa por seguir o caminho do serviço amoroso a Deus e ao país", diz padre jesuíta Karel San Juan, diretor da Universidade de Zamboanga 

Voluntária assassinada nas Filipinas: Igreja agradece testemunho de amor e serviço

A jovem Genifer Buckley, de 24 anos, voluntária nos "Jesuítas das Filipinas", foi esfaqueada e morreu vítima dos ferimentos. Outra colega foi ferida mas conseguiu escapar, estando hospitalizada. As duas trabalhavam como voluntárias em uma escola secundária na Comunidade Pangantucan

Cidade do Vaticano

O assassinato de uma voluntária jesuíta "foi um ato execrável, que condenamos: pedimos justiça, enquanto rezamos por ela e por sua família", disse à Agência Fides o padre jesuíta Jason Dy, capelão do movimento dos Voluntários Jesuítas das Filipinas (Jesuit Volunteer Philippines, JVP).

A agressão às duas voluntárias

 

Em 23 de agosto, Genifer Buckley, uma jovem filipina de 24 anos, natural de Zamboanga del Sur, foi esfaqueada várias vezes até a morte dentro da casa onde morava com uma colega.  A outra voluntária, a advogada Anne Kathleen Gatdula, 30 anos, foi ferida, mas conseguiu escapar após ser perseguida, e está internada em um hospital local.

As duas voluntárias ajudavam na Escola Secundária da Comunidade Pangantucan, Bukidnon, em um projeto do movimento JVP. Fontes policiais informaram que o agressor Arnold Naquilla, 36 anos, morador de Pangantucan, foi preso.

Segundo as primeiras investigações, o homem teria atacado as duas jovens com o objetivo de roubar, mas ainda não está claro por que ele as teria agredido. "A investigação neste caso será de importância primordial. Nossas orações sinceras vão aos membros da família de Buckley e à rápida recuperação de Gatdula", disse padre Dy.

Testemunho de amor e de serviço

 

"Somos gratos a Buckley e a Gatdula por terem servido o povo de Bukidnon. Expressamos condolências à família e aos amigos de Buckley. Os voluntários da JVP prestam assistência a comunidades pobres em Mindanao há muitos anos. Agradecemos a elas pelo testemunho de amor e serviço", declarou à Agência Fides Agnes Medina, uma residente local.

Buckly tornou-se bacharel em Educação em 2015 pela Universidade Ateneu de Zamboanga, administrada pelos jesuítas. Posteriormente lecionou na Escola Secundária da Universidade por quatro anos antes de se matricular na JVP deste ano. Mais tarde, ela se ofereceu como voluntária para ensinar na Escola Secundária da Comunidade Pangantucan, a partir de 27 de maio passado.

Serviço a Deus e ao país

 

O padre jesuíta Karel San Juan, diretor da Universidade de Zamboanga, elogiou Buckly por seu serviço à comunidade como professora e voluntária: "Sentiremos muita falta dela. Recordaremos dela com carinho e também por seu precioso serviço às pessoas. Era uma alma corajosa, ansiosa por seguir o caminho do serviço amoroso a Deus e ao país".

Os Voluntários Jesuítas das Filipinas

 

A JVP está comprometida em levar esperança às populações marginalizadas. Há 39 anos, os voluntários jesuítas trabalham com escolas, paróquias ou organizações não-governamentais (ONGs) para ensinar, formar líderes comunitários, ajudar cooperativas, implementar projetos de subsistência, ajudar pessoas com deficiência e vítimas de violência, empenhar-se na formação de jovens, apoiar a questões ambientais, defender a dignidade dos povos indígenas, lutar pelos direitos dos oprimidos.

Uma nota dos Voluntários Jesuítas das Filipinas, diz que o movimento é formado por jovens "ansiosos para seguir o caminho de serviço amoroso a Deus e ao país". Um membro da JVP deve ser um solteiro, com menos de 35 anos, formado ou estudante de curso superior, disposto a servir, compartilhar conhecimentos e habilidades em uma comunidade por pelo menos 10 meses. (Agência Fides)

30 agosto 2019, 07:41