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Bispos da Áustria: “O trabalho da Repam é um exemplo"

Os bispos da Áustria expressam sua solidariedade e interesse pelo trabalho da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) em preparação ao Sínodo para a Amazônia

Cidade do Vaticano

A Conferência Episcopal da Áustria expressou, através de um comunicado enviado ao cardeal Cláudio Hummes, Relator Geral do Sínodo para a Amazônia, o seu apoio, acompanhamento e interesse pelo trabalho que está sendo desenvolvido pela Repam em preparação para o Sínodo que será realizado de 6 a 27 de outubro deste ano.

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O trabalho da Repam é exemplar e admirável

No documento, os bispos da Áustria expressam sua profunda admiração pelo trabalho da Rede Eclesial Pan-amazônica, que atualmente está comprometida com os direitos das populações indígenas e a denúncia da cruel violência e violações dos direitos dos representantes das populações locais e suas organizações assim como de um firme compromisso diante da destruição do bioma amazônico. Também expressam que “são exemplares” as articulações com os que lutam pela preservação do meio ambiente, especialmente pela proteção da Amazônia e seus habitantes, e o estudo profundo da Encíclica Laudato Si’.

“O trabalho da Repam– esclarecem – alimenta em nós a vontade de saber mais sobre estes processos e aprender com estas atitudes”, pois com relação a solidariedade com os povos indígenas e as populações tradicionais da região, “a Igreja Católica destaca-se como um advogado do lado dos pobres” garantem.

Os bispos austríacos assumem suas responsabilidades 

Os bispos austríacos também garantem seu apoio através de suas agências de solidariedade eclesial baseadas no objetivo pastoral “de uma Igreja com o rosto amazônico, em defesa do território, os espaços de vida e os direitos humanos na preservação do meio ambiente”.

“Sabemos que aqui na Áustria também temos o desafio de assumir a nossa responsabilidade, especialmente com relação a crise climática, a exploração de recursos naturais e os problemas que dela derivam”, dizem no comunicado, recordando que o Pontífice pede a todos nós esta “consciência coletiva” de que tudo e todos estão interligados.

A Igreja na Áustria já deu os primeiros passos

No final do documento, a Conferência Episcopal da Áustria informa que nos últimos anos deu alguns passos para contribuir a este processo: “Tomamos a decisão de adquirir nas nossas instituições eclesiásticas apenas bens e coisas que cumprem os critérios ecológicos e sociais, e optamos por não investir mais em fontes de energia fóssil”. Por último, garantem sua intenção “de seguir este caminho com firmeza”, colocando as causas do Sínodo da Amazônia nas pautas de sua igreja local assim como suas orações.

10 julho 2019, 11:20