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As crianças "deveriam ter, de modo particular, o direito de esperar", afirma o Rev. Tveit As crianças "deveriam ter, de modo particular, o direito de esperar", afirma o Rev. Tveit  (Cristina Vazquez Vazquez)

Conselho Mundial de Igrejas: crise ecológica atinge sobretudo as crianças

O pastor luterano norueguês Olav Fykse Tveit garantiu que o Conselho Mundial de Igrejas, mediante a iniciativa “Compromissos das Igrejas com as crianças”, do qual participa em colaboração com o Unicef, “intensificará seus esforços para enfrentar as causas profundas das violações dos direitos das crianças e promover medidas eficazes voltadas a enfrentar a emergência climática”

Cidade do Vaticano

As primeiras vítimas da mudança climática são as crianças, cujos direitos são infelizmente violados sempre mais devido as consequências da emergência climática mundial: a advertência foi feita pelo secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas, Olav Fykse Tveit, por ocasião da comemoração, em Nova York, nos EUA, da assinatura, trinta anos atrás, da Convenção da Onu sobre os direitos da infância.

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“As crianças demonstram muito otimismo e se desenvolvem rapidamente, mas são também vulneráveis diante da violência, recaem sobre elas alguns dos mais pesados fardos dos conflitos humanos”, disse o pastor luterano norueguês.

Infância precisa de um mundo reconciliado

A infância precisa “de um mundo reconciliado”, declarou o responsável pelo Conselho Mundial de Igrejas, e as crianças “deveriam ter, de modo particular, o direito de esperar”.

Durante o evento, realizado na sede da Fundação Ford, Tveit garantiu que o Conselho Mundial de Igrejas, mediante a iniciativa “Compromissos das Igrejas com as crianças”, do qual participa em colaboração com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), “intensificará seus esforços para enfrentar as causas profundas das violações dos direitos das crianças e promover medidas eficazes voltadas a enfrentar a emergência climática”.

Transformar os sistemas causadores da mudança climática

“Não vemos a hora de colaborar com muitos de vocês aqui presentes em fazer aquilo que as crianças e os adolescentes das marchas pedem aos adultos: transformar os sistemas que causam a mudança climática e a degradação ambiental.”

“Isso inclui a mudança de nossos sistemas financeiros e comportamentos dos consumidores que não são compatíveis com a Convenção sobre os direitos da infância, desinvestindo sobre os combustíveis fósseis, medindo nossas ‘impressões ecológicas’ e enfrentando também a ‘eco-ânsia’, que está se difundindo entre as crianças e os adolescentes como uma forma séria de violência psicológica”, acrescentou o secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas.

Compromissos das Igrejas com as crianças

A proteção da infância implica também a criação de um ambiente em que os menores são levados a sério, encorajados a expressar-se, a fazer interpelações e a partilhar preocupações.

No âmbito do plano de ação quinquenal “Compromissos das Igrejas com as crianças”, o Conselho Mundial forma as Igrejas sobre como incluir as vozes das crianças nos relatórios elaborados pelo Comitê da Onu sobre os direitos delas e no exame periódico universal, um processo único que consiste em reexaminar os resultados alcançados por todos os Estados no campo dos direitos humanos.

30 anos da Convenção da Onu sobre os direitos da infância

A Convenção da Organização das Nações Unidas sobre os direitos da infância foi aprovada por sua assembleia geral em 20 de novembro de 1989. Ela expressa um consenso sobre quais são as obrigações dos Estados e da comunidade internacional em relação à infância. Todos os países do mundo, com exceção dos EUA, ratificaram essa Convenção.

(l'Osservatore Romano)

19 julho 2019, 13:18