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Sri Lanka, Santuário de Santo Antônio: do massacre à reabertura

Quase dois meses depois dos ataques no Domingo de Páscoa que causaram pelo menos 257 mortos, o Santuário de Santo Antônio foi reaberto no Sri Lanka.

Amedeo Lomonaco/Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

Depois dos ataques terroristas de 21 de abril passado, o Santuário de Santo Antônio, local de culto católico principal do Sri Lanka, voltou a acolher os fiéis.

Nesta quinta-feira (13/06), dia em que a Igreja recordou Santo Antônio, o arcebispo de Colombo, cardeal Malcom Ranjith, presidiu a Eucaristia no santuário dedicado ao santo. “Muitas pessoas participaram da celebração”, disse o purpurado ao Vatican News.

Santos modernos

Segundo o cardeal Ranjith, este foi um momento comovente. Foram recordadas as pessoas que morreram no Domingo de Páscoa, no Santuário, quase sessenta. Dentre as vítimas, há ainda cadáveres que não foram identificados.

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“As pessoas que morreram nos ataques em 21 de abril, são santas”, disse o arcebispo de Colombo. “São um grande exemplo de fé. Participaram da missa de Páscoa para estarem próximas ao Senhor e por isso perderam a vida. Para mim, são santos modernos”, frisou ainda o cardeal.

“Dedicamos a eles uma sala no Santuário em que constam todos os nomes das vítimas. Eles morreram porque foram à igreja. Esperamos que um dia possam ser elevados à santidade”, disse ainda o purpurado.

Ainda livres aqueles que alimentaram o ódio

O arcebispo de Colombo, recordando que “algumas famílias foram completamente destruídas”, pediu aos políticos para que promovam ações no âmbito da justiça: “O Governo não deve transcurar esse pedido de justiça”.

“Os terroristas morreram, mas ainda estão livres aqueles que alimentaram o ódio na comunidade islâmica. Também não foram presos aqueles que direta ou indiretamente ajudaram os terroristas de várias maneiras”, frisou ele.

“Algumas dessas pessoas a serem levadas à justiça estão no Sri Lanka. Outras estão no exterior. Acima de tudo, aqueles que alimentaram o ódio devem ser punidos”, disse ainda o cardeal Ranjith.

Deus é amor

“Essas coisas desumanas não devem ser praticadas em nome do Senhor”, frisou o arcebispo de Colombo, “porque Deus é misericórdia, amor e humildade. Quem acredita em Deus deve seguir esse caminho”.

“É uma alegria viver em harmonia com os outros, amar e sentir-se amado. Os ataques perpetrados no Domingo de Páscoa foram reivindicados pelo Estado islâmico. O Santuário de Santo Antônio foi o primeiro a ser atingido. O trabalho de restauração foi financiado pelo Governo e confiado aos militares da Marinha do Sri Lanka”, concluiu o purpurado.

14 junho 2019, 19:19