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Presidente Salih com o Papa Francisco Presidente Salih com o Papa Francisco  (ANSA)

Iraque: Presidente Salih: a visita do Papa é um "evento histórico"

Barham Salih recebeu o patriarca Sako para começar a falar sobre a possível visita do Papa que, ao falar à Rocao, manifestou o seu desejo de ir ao Iraque no próximo ano. Entre os cristãos da Planície de Nínive, que ainda hoje vivem uma situação difícil, há "expectativa e trepidação".

Silvonei José - Cidade do Vaticano

Nesta quinta-feira (13/06), o Presidente do Iraque, Barham Salih, recebeu o patriarca caldeu cardeal Louis Raphael Sako em seu escritório em Bagdá, no contexto de uma visita de tons calorosos e cordiais. Comentando a intenção do Papa de visitar o país em 2020, o chefe de Estado iraquiano falou de "evento histórico". Recordou também as numerosas intervenções do Papa no passado em favor da "paz e estabilidade" no país e da "segurança para todos os cidadãos". Salih destacou então o valor dos cristãos e seu papel "na construção" do Iraque; eles são um componente "original" do país e “contribuíram para seu desenvolvimento e à civilização". Em resposta, o card. Sako expressou "apreço" pelas palavras do Presidente e sublinhou o seu papel fundamental como garante da "unidade nacional". O purpurado e o chefe de Estado - relata a agência AsiaNews - discutiram depois os passos a serem dados em previsão da possível visita do Papa.

Entre os cristãos de Nínive espera e trepidação pela visita papal

Uma visita do Papa Francisco ao Iraque seria "importante" para os cristãos, especialmente para a comunidade de Mosul e da Planície de Nínive, que "vive ainda hoje uma situação difícil" numa "terra queimada que precisa ser reconstruída". É o que diz à AsiaNews o Padre Paolo Thabit Mekko, sacerdote caldeu encarregado da comunidade de Karamles, no norte, comentando as palavras do Papa que expressou o seu desejo de viajar ao Iraque em 2020. "Assim que a notícia se espalhou - sublinha padre Paolo -, entre os cristãos de Nínive, espalhou-se um sentimento de expectativa e trepidação. Eles esperam que a data seja oficializada e que seja a mais próxima possível". A presença do Pontífice, acrescenta o sacerdote caldeu, seria "um impulso essencial para aqueles que ainda hoje vivem uma situação difícil", como a das comunidades de Mosul e da Planície de Nínive. "Estamos vivendo um momento crítico - continua -, porque precisamos reconstruir entre tantos desafios e tantas incertezas; nosso futuro ainda é sombrio, mesmo que haja um desejo de recomeçar".

A visita papal, sinal de grande atenção aos cristãos iraquianos esquecidos

Diante das dificuldades e incertezas, afirma padre Paolo, esta visita representaria "um sinal de grande atenção para com a comunidade cristã iraquiana, que corre o risco de ser esquecida tanto no próprio país como pela comunidade internacional". Precisamos de ajuda, colaboração para enfrentar e superar os muitos desafios: proteção da identidade, emigração, preservação de um patrimônio antigo e enraizamento a esta terra".

14 junho 2019, 17:08