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Igreja Melquita propõe estudo e ampla divulgação do Documento de Abu Dhabi

O documento assinado em Abu Dhabi pelo Papa e pelo Grão Imame de Al-Azhar continua a encontrar eco em diversas partes do mundo, como ocorreu na Igreja Melquita que decidiu divulgá-lo e aprofundá-lo, para "favorecer o crescimento de novas gerações capazes de reconstruir a coexistência entre diferentes componentes sociais e religiosos nos países onde a Igreja Melquita está presente, muitas vezes distorcida por conflitos e extremismo sectário".

Cidade do Vaticano

A Igreja católica Greco-Melquita prepara-se para dedicar amplo espaço em seu planejamento pastoral para a difusão e aprofundamento do Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum, assinado em 4 de fevereiro em Abu Dhabi pelo Papa Francisco e pelo Sheikh Ahmed al Tayyeb, Grão Imame de Al Azhar.

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A decisão foi tomada pela assembléia sinodal dos bispos greco-melquitas, reunidos na última semana na sede patriarcal de Ain Traz, no Líbano, sob a presidência do Patriarca Youssef Absi.

Objeto de estudo nas escolas do Patriarcado

 

A intenção declarada é a de favorecer o crescimento de novas gerações capazes de reconstruir a coexistência entre diferentes componentes sociais e religiosos nos países onde a Igreja Melquita está presente, muitas vezes distorcida por conflitos e extremismo sectário.

 

O programa delineado pelos bispos Melquitas – conforme o relatório da Assembleia do Sínodo – estabelece ações concretas que envolvem quer atividades acadêmicas como propriamente pastorais.

 O Documento sobre a Fraternidade Humana se tornará objeto de estudo nas escolas do Patriarcado e nos institutos teológicos.

Difusão capilar

 

O texto será amplamente divulgado entre os fiéis leigos, e seus conteúdos serão aprofundados nos encontros diocesanos e paroquiais, além de ser tema de artigos e entrevistas na mídia do Patriarcado e nos boletins das dioceses e paróquias.

Também os sacerdotes serão convidados a divulgar o conteúdo e as intenções do documento de Abu Dhabi, por meio de sua pregação ordinária.

Durante a Assembleia do Sínodo, os bispos presentes (24, além do Patriarca) também delinearam os passos a serem dados para implementar as medidas relativas à proteção de menores contra os abusos, estabelecidos na Carta Apostólica do Papa Francisco Vos estis lux mundi, divulgada em 7 de maio último.

Em preparação ao Congresso Litúrgico de 2022

 

Além disso, foi iniciado o processo de criação de um comitê preparatório que cuidará da participação e a contribuição da Igreja Melquita ao Congresso Mundial dedicado à vida litúrgica nas Igrejas Orientais Católicas, programado para se realizar em Roma de 18 a 20 de fevereiro de 2022.

O evento será realizado por ocasião do 25º aniversário da Instrução para a aplicação das prescrições litúrgicas do Código dos Cânones das Igrejas Orientais, publicado pela Congregação para as Igrejas Orientais em janeiro de 1996. (Agência Fides)

 

24 junho 2019, 17:24