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"Eis que meu sofrimento se mudou em conforto; vós preservastes minha vida do túmulo onde se apodrece, e lançastes para trás de vós todos os meus pecados" (Is 38, 17) "Eis que meu sofrimento se mudou em conforto; vós preservastes minha vida do túmulo onde se apodrece, e lançastes para trás de vós todos os meus pecados" (Is 38, 17)  (AFP or licensors)

Jejum e oração após governo eritreu fechar hospitais católicos

A decisão do governo da Eritreia de fechar os 22 hospitais e centros de saúde administrados pela Igreja Católica no país - em retaliação pelas críticas recebidas do episcopado - e a grave situação pela qual atravessa o país, levaram o arcebispo de Asmara a convocar um período de jejum e oração, que vai de 25 de junho a 12 de julho.

Cidade do Vaticano

Um convite ao jejum e à oração foi dirigido a todos os fiéis da Igreja Católica da Eritreia pelo arcebispo de Asmara, Abune Mengesteab Tesfamariam. Na carta datada de 22 de junho, o prelado pediu que a iniciativa, a ser promovida em todas as igrejas católicas e mosteiros do país, tenha início neste 25 de junho - memória de São Justino de Jacobis, missionário lazarista da Abissínia - e se conclua em 12 de julho, festa dos Santos Pedro e Paulo segundo o Calendário Litúrgico do Rito geez.

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Oração, jejum e confiança no Senhor

 

Dirigindo-se aos párocos, religiosas e religiosas, Dom Tesfamariam descreve com tristeza a grave situação no país após a decisão tomada pelo governo da Eritréia nos últimos dias, de fechar os 22 centros de saúde administrados pela Igreja Católica em suas quatro eparquias.

 

A medida foi uma resposta às críticas dos bispos dirigidas ao regime do presidente Isaias Afewerki, no poder desde 1993.

O arcebispo de Asmara cita o Profeta Neemias: "Quando ouvi essas palavras, sentei-me, chorei e por muitos dias fiquei em grande tristeza. Eu jejuei e orei diante do Deus do céu (Ne 1,4)". Então reitera que somente o Senhor pode ajudar, consolar e "resolver nossos problemas".

Ao lado dos doentes e dos religiosos:  sofrimento de vocês não é em vão

 

"Seremos consolados pelo Senhor", lê-se na mensagem, onde não falta um forte convite à esperança, extraído do Livro do Profeta de Isaías: "Eis que meu sofrimento se mudou em conforto; vós preservastes minha vida do túmulo onde se apodrece, e lançastes para trás de vós todos os meus pecados (Is 38,17)".

"Os problemas que estamos enfrentando – afirma o prelado - devem fortalecer-nos, em vez de enfraquecer-nos. Que a intenção da oração seja dirigida de um modo especial aos doentes e religiosos, que dedicaram suas vidas a eles".

“O trabalhos e os esforços de vocês não serão em vão", acrescenta ele, concluindo que o Senhor recompensa com abundância de graças aqueles que perseveram com Ele na provação. 

25 junho 2019, 14:32