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Peregrinação a Fátima - Procissão de Velas 13/5/19 Peregrinação a Fátima - Procissão de Velas 13/5/19 

Fátima: “A bênção de Maria chama-se Jesus”

Cardeal filipino D. Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila, presidiu em Fátima às cerimónias de 12 e 13 de Maio.

Domingos Pinto – Lisboa

Milhares de peregrinos participaram em Fátima na Peregrinação Internacional Aniversária de Maio, este ano sob o tema ‘Dar graças por peregrinar em Igreja’

As cerimónias foram presididas por D. Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila que na missa conclusiva da peregrinação, lida em inglês e traduzida em português, destacou a importância das mães, a partir da figura da Virgem Maria, que “transmitiu ao seu Filho a sua fé́ e a sua forma de escutar e guardar a Palavra de Deus”.

O prelado falou na “bênção do chamamento de Deus”, que deve inspirar todos os católicos, e deixou um forte apelo a “deixarmos como legado a Pessoa de Jesus”, uma homilia onde questionou os ideais de sucesso da sociedade atual.

“O nosso mundo de hoje tem imagens de uma vida “abençoada”: muito dinheiro, o último modelo de roupas, carros, perfumes e aparelhos eletrónicos, fama, influência, segurança. Estes não são desejos maus, mas Maria, nossa Mãe, faz-nos parar e fazer uma autoavaliação. Será́ que a fé́ ainda tem um lugar importante no nosso desejo de uma vida boa? perguntou o prelado filipino, que é também Presidente da Confederação Internacional da Cáritas.

Já na mensagem final desta peregrinação, o Cardeal D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, agradeceu a proximidade espiritual do papa neste 13 de Maio, e exortou os peregrinos a rezarem “uma «Ave-Maria» pelo Papa Francisco”.

Destaque também para a homilia na vigília desta peregrinação aniversária, onde D. Luis Antonio Tagle frisou que hoje a voz de Jesus é muitas vezes “desperdiçada e ignorada”, quando só ela indica o caminho “para a plenitude da vida”.

“Na nossa vida de todos os dias, estamos seduzidos por outros pastores humanos, em cujas palavras mais facilmente acreditamos do que nas de Jesus. Preferimos a proteção da riqueza, das armas, do poder e da glória terrestre”, disse o prelado que considera que é urgente mudar o paradigma de uma vida regida por “estilos e tendências da moda”, que prometem uma vida fácil e cómoda, porém vazia de conteúdos e objetivos humanos.

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13 maio 2019, 17:47