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"Nos perguntamos onde devemos estar nesta hora da história", dizem as religiosos e religiosos argentinos em sua Assembleia Plenária "Nos perguntamos onde devemos estar nesta hora da história", dizem as religiosos e religiosos argentinos em sua Assembleia Plenária  (AFP or licensors)

Religiosos argentinos: conversão pessoal e comunitária diante dos desafios atuais

As religiosas e religiosos argentinos estiveram reunidos em sua primeira Assembleia Geral de 2019, na Casa de Retiros "El Cenáculo - La Montonera", de Pilar, com o lema "Façam o que Ele diz, é o momento".

Cidade do Vaticano

"Este momento de mudanças rápidas e profundas nos desafia a um contínuo discernimento, nos impele a cultivar uma interioridade que nos leve à integridade e nos faça sair da auto-referencialidade. Percebemos também o chamado para uma evolução do nosso método de análises da realidade, sendo mais contemplativos, humildes e respeitosos da complexa diversidade em que vivemos".

É o que afirma A Conferência Argentina de Religiosas e Religiosos (CONFAR) no comunicado divulgado no final de sua primeira Assembleia Geral de 2019, realizada na casa de retiros "El Cenáculo - La Montonera", de Pilar, com o lema "Façam o que Ele diz, é o momento".

O texto recebido pela Agência Fides, explica que durante o encontro os superiores maiores e delegados regionais de religiosos e religiosas se questionaram sobre os diferentes desafios que a Igreja tem de enfrentar neste momento, à luz da Palavra de Deus, com um perspectiva teológica, sociológica, psicológica e metodológica.

"Nos deixamos interrogar pelo ícone das Bodas em Caná (Jo 2: 1-12), proposto pela CLAR para este novo período de três anos, que nos estimula fortemente à conversão pessoal e comunitária - escrevem na declaração -. Nos perguntamos onde devemos estar nesta hora da história; convidando-nos a termos um olhar atento, como o da Mãe de Jesus, para estarmos presentes nas diferentes situações em que falta o vinho da alegria e da esperança”.

A Assembleia também dedicou um dia à reflexão e ao debate sobre a realidade dos abusos na Igreja, compartilhando a dor das vítimas. Neste sentido, sublinham o esforço para “sairmos da atitude defensiva e a nos empenharmos no cuidado e na prevenção, em atitude de solidariedade para com aqueles que sofreram esses abusos".

Por fim, citando a já próxima beatificação dos mártires de La Rioja  -Dom Enrique Angelelli, os sacerdotes Carlos Murias ofm e Gabriel Longueville e o leigo Wenceslao Pedernera - que se realizará em 27 de abril, os religiosos argentinos recordam "seu compromisso com a justiça, os pobres e excluídos".

Ao concluir, dizem que "o sangue deles também é um vinho novo que nos interpela e nos encoraja a trabalhar pelo bem comum, o respeito pela dignidade e os direitos das pessoas. Consideramos que esta é a missão da Igreja que hoje continua a nos chamar, como vida consagrada, nos irmãos e irmãs desta sociedade, cada vez mais empobrecidos, na dor e na impotência daqueles que são violados em seus direitos”.

(Agência Fides)
 

10 abril 2019, 13:35