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Arquidiocese de Manaus abre oficialmente a Campanha da Fraternidade

“Precisamos não apenas cobrar dos políticos, mas precisamos fazer nossa parte também”, disse o Arcebispo de Manaus, Dom Sergio Eduardo Castriani ao abrir oficialmente a Campanha da Fraternidade 2019. Foi uma celebração inter-religiosa com a presença de várias autoridades

Cidade do Vaticano

Na manhã da Quarta-feira de Cinzas (06/03), a Arquidiocese de Manaus (AM) abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade 2019 (CF19) com uma Celebração Inter Religiosa, que contou com a participação de Dom Sergio Eduardo Castriani - Arcebispo de Manaus, Pai Alberto Jorge e Silva da Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana (ARATRAMA), e representantes do Ministério Público e da Prefeitura.

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 “Estamos aqui reunidos, no tempo de Quaresma, dedicado a conversão, para colocar diante do Senhor as necessidades do nosso país e a vontade de servir à justiça como Ele sempre pediu. Com a presença de diversas lideranças religiosas como sinal de fraternidade e motivo de grande alegria de estarmos todos juntos”, disse padre Claudi Gonçalves ao iniciar a celebração.

Influenciar os políticos para mudanças

Após a leitura do Evangelho (Mt 5,1-16) que mostrou os caminhos para justiça e a fraternidade, a homilia foi partilhada pelos representantes religiosos. “Não pode haver conversão sem consequência. A Campanha da Fraternidade está cada vez mais se voltando para o aspecto social, em busca de políticas reais com engajamento político. Precisamos não apenas cobrar dos políticos, mas precisamos fazer nossa parte também. Precisamos de Políticas Públicas com boas intenções, porque fala-se muito, mas pouco agem, pois mexe com os mecanismos do poder. Precisamos influenciar nossos políticos e mostrar que com as mudanças haverá felicidade, e com felicidade supera-se tudo”, disse o Arcebispo de Manaus.

Campanha da Fraternidade aberta a todas as religiões

Para Patrícia Cabral, presidente do Conselho de Leigos e Leigas, a Campanha da Fraternidade deste ano irá acordar as pessoas para a busca do bem comum “Este ano queremos estimular a participação da pessoas nas questões relacionadas às políticas públicas, pois é a melhor forma para se trabalhar para o bem comum, porque a realidade a ser trabalhada, não será voltada apenas para um grupo, mas para o bem comum de todos”. E conclui, “apesar da Campanha da Fraternidade ter como base a Igreja Católica, este ano está aberta a todas as religiões pois é um assunto voltado para todos os grupos sociais”, explicou Patrícia.

Ao final os presentes abraçaram o prédio do governo da Previdência Social como forma de pedirem para que as mudanças sejam realizadas o mais rápido possível para o bem comum de todos.

Colaboração de Vivian Marler
Fotos: Alexandre Ribeiro

07 março 2019, 14:18