Cerca

Vatican News
A Ásia representa quase dois terços das aumentadas capacidades de gerar energias renováveis em escala mundial A Ásia representa quase dois terços das aumentadas capacidades de gerar energias renováveis em escala mundial 

Episcopados asiáticos contribuem para adoção de energias renováveis

A passagem para a energia limpa torna-se um caminho obrigatório e a Igreja católica “oferece sua contribuição nesta mudança cultural e prática”. Já de há muito as Conferências episcopais asiáticas instituíram Comissões pela ecologia integral para responder ao apelo do Papa Francisco contido na Laudato si’. O próximo passo é dirigir o esforço para ações concretas em cada diocese

Cidade do Vaticano

A Igreja católica na Ásia tem consciência da importância e da urgência de responder aos desafios da tutela ambiental e busca empreender um novo caminho em prol do cuidado e proteção da criação: em sintonia com a Carta encíclica do Papa Francisco Laudato si’ – sobre o cuidado da casa comum –, a Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC) reitera a escolha de campo em favor das energias renováveis como contribuição para enfrentar a complexa questão das mudanças climáticas no mundo.

Ouça e compartilhe!

Dias atrás, num encontro promovido em Cox’s Bazar, em Bangladesh, pelo Setor para o desenvolvimento humano da Federação das Conferências Episcopais da Ásia, cerca de quarenta bispos, sacerdotes e leigos, representando onze países asiáticos, trataram da questão.

Promover energias renováveis, uma escolha crucial

“Promover as energias renováveis em toda paróquia, comunidade e instituto católico, na Ásia e no mundo inteiro é uma questão de discernimento, é uma escolha crucial”, declarou à agência missionária Fides, Pe. Charles Irudayam, ex-secretário da Comissão justiça, paz e desenvolvimento da Conferência dos Bispos Católicos da Índia, presente na reunião.

Segundo um relatório publicado em agosto de 2018 pela Agência internacional para as energias renováveis, a Ásia representa quase dois terços das aumentadas capacidades de gerar energias renováveis em escala mundial.

Energias renováveis não alteram o clima nem poluem

Com o desenvolvimento da economia, tem aumentado a necessidade de energia e governos de várias nações asiáticas focalizaram a atenção nas energias renováveis (eólica, solar, bioenergética, geotérmica, hidroelétrica) por causa das preocupações relacionadas à segurança do abastecimento, à volatilidade dos preços e às questões ambientais.

“Deve-se recordar que a energia solar e a energia eólica são formas de energias confiáveis para gerar eletricidade e não contribuem para a mudança climática nem para a poluição atmosférica. Por isso em toda a Ásia são mais convenientes do que o carvão”, disse Pe. Irudayam.

Demasiadas consequências dos combustíveis fósseis

Portanto, o argumento segundo o qual o carvão é o caminho mais rápido e seguro para o desenvolvimento não funciona mais. As consequências danosas do uso de combustíveis fósseis são demasiadas:

“É preciso considerar os custos necessários para curar os pacientes com problemas respiratórios, para reconstruir as cidades após as inundações mais intensas, para alimentar os agricultores que ficaram sem colheita por causa da grave seca.”

Energia limpa é passagem obrigatória; contribuição da Igreja

A passagem para a energia limpa torna-se um caminho obrigatório e a Igreja católica “oferece sua contribuição nesta mudança cultural e prática”.

Os governos dos países asiáticos “precisam de uma mudança de paradigma financeiro e de esforços sistemáticos e concertados por uma ecologia integral, colocando a dignidade humana e o cuidado da nossa casa comum no centro das políticas. É um grande desafio a ser enfrentado, mas também uma oportunidade a ser colhida com coragem”.

Resposta dos Episcopados ao apelo do Papa na Laudato si’

Já de há muito as Conferências episcopais asiáticas instituíram Comissões pela ecologia integral para responder ao apelo do Papa Francisco contido na Laudato si’. O próximo passo é dirigir o esforço para ações concretas em cada diocese.

(L’Osservatore Romano)

05 março 2019, 12:43