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Celebração comemorativa dos 525 anos da primeira Missa nas Américas Celebração comemorativa dos 525 anos da primeira Missa nas Américas  (ANSA)

Após 525 anos, a fé deve ser sempre "anunciada com coragem e vivida com amor"

O cardeal Rosa Cháves saudou os fiéis em nome do Santo Padre e os exortou a manter sempre a fé católica, “a anunciá-la com coragem e a vivê-la com amor”, como indicado pelo Papa Francisco na carta com a qual o nomeou seu Enviado especial para a celebração dos 525 anos da primeira Missa nas Américas.

Cidade do Vaticano

A preocupação com tanto sofrimento do povo haitiano e o pesar porque esta população continua sofrendo, junto ao reconhecimento de que na República Dominicana os haitianos foram acolhidos pela Igreja católica “porque são irmãos que precisam sentir-se numa família”: foram os sentimentos expressos pelo bispo auxiliar de San Salvador, cardeal Gregorio Rosa Chávez, na homilia de sábado, 5 de janeiro, em Puerto Plata, coroamento das iniciativas que recordaram a primeira missa celebrada na América 525 anos atrás, em 6 de janeiro de 1494.

Enviado Especial do Papa Francisco

Rep. Dominicana, "berço da evangelização do Novo Mundo"

Enviado especial do Santo Padre, o purpurado presidiu à celebração no templo “Las Américas”, em Isabela, província de Puerto Plata, na República Dominicana, junto com a Conferência episcopal local, com a participação do presidente da nação, Danilo Medina, funcionários estatais e milhares de fiéis.

A cerimônia religiosa teve início com o discurso de boas-vindas feito pelo bispo da Diocese de Puerto Plata, Dom Julio César Corniel Amaro, que ressaltou a importância histórica deste evento de fé, não somente para a República Dominicana, mas para toda a América Latina.

Fé católica, "anunciá-la com coragem e vivê-la com amor"

O cardeal Rosa Cháves saudou os fiéis em nome do Santo Padre e os exortou a manter sempre a fé católica, “a anunciá-la com coragem e a vivê-la com amor”, como indicado pelo próprio Pontífice na carta com a qual o nomeou seu Enviado especial para esta circunstância. A celebração concluiu também o Ano da Eucaristia 2018.

Após a celebração eucarística, o cardeal salvadorenho concedeu uma breve conferência coletiva aos agentes da mídia, durante a qual comentou a difícil situação da Nicarágua, onde ainda não se busca o bem comum da população e a Igreja católica começa a ser perseguida.

A complexa situação da Venezuela convida todos à oração, prosseguiu, e a trabalhar no seio do país em favor da compreensão e da tolerância, a fim de poder alcançar uma paz verdadeira.

Combate à corrupção

Em relação à caravana dos migrantes centro-americanos, afirmou que tais pessoas são impelidas pela miséria e que é preciso mudar muitas coisas a fim de que cada um consiga ter seus direitos, hoje negados, respeitados em seu país.

Por fim, o cardeal Rosa Chávez pediu que se lutasse contra a corrupção, talvez o mal maior do continente: “é um câncer que destrói todos”, concluiu.

(Fides)

07 janeiro 2019, 16:23