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Dom Enrique Angelelli, bispo argentino morto em 4 agosto de 1976 Dom Enrique Angelelli, bispo argentino morto em 4 agosto de 1976 

Bispo argentino morto durante a ditadura será beatificado em abril de 2019

Também serão beatificados pelo cardeal Angelo Becciu - em nome do Santo Padre - os sacerdotes Carlos Murias e Gabriel Longueville e o leigo Wenceslau Pedernera, ambos assassinados.

Cidade do Vaticano

Será celebrado em 27 de abril de 2019 na Diocese argentina de La Rioja da qual foi bispo, o rito de beatificação de Dom Enrique Angelelli, dos sacerdotes Carlos Murias e Gabriel Longueville e do leigo Wenceslau Pedernera, mortos durante a ditadura no verão de 1976.

Conforme anunciado pela Secretaria de Estado do Vaticano ao bispo emérito de La Rioja, Dom Marcelo Daniel Colombo - atual Arcebispo de Mendoza - o cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, vai presidir a cerimônia em nome do Santo Padre.

Dom Colombo definiu como "providencial" a data da beatificação, uma vez que coincide com a festa de São Toríbio de Mogrovejo, Padroeiro do Episcopado latino-americano.

Segundo informações enviadas à Agência Fides pela AICA, Dom Colombo manifestou a esperança de que em breve seja anunciado o nome do novo bispo de La Rioja, que irá orientar o caminho de preparação, que naturalmente serve a um "maior conhecimento da vida, mensagem, da experiência concreta destes irmãos e irmãs que deram suas vidas pelo Reino de Deus”.

O objetivo desta preparação - ressaltou o prelado – é tomar consciência de que “na Igreja na Argentina existem personalidades que deram o melhor de si para construir o reino de Deus ".

Dom Enrique Angelelli (1923-1976) morreu em um acidente de carro simulado, em 4 de agosto de 1976, pouco depois do início da ditadura militar. 38 anos mais tarde, dois oficiais superiores foram condenados à prisão perpétua pelo assassinato do Bispo.

Padre Carlos Murias, jovem Franciscano Conventual nativo de Córdoba, exercia seu minsitério na Diocese de La Rioja entre os pobres e na defesa dos camponeses. Em 18 de julho de 1976, um grupo de homens, que se apresentaram como policiais, levaram-no com um pedido de desculpas.

O pároco de Chamical, padre Gabriel Longueville, fidei donum francês, que estava com ele, não quis deixá-lo sozinho. Seus corpos foram encontrados dois dias mais, tendo sido torturados antes de serem fuzilados.

Wenceslau Pedernera, agricultor, organizador do Movimento Rural Católico, foi assassinado em sua casa por quatro homens mascarados em 25 de Julho de 1976.

(Agência Fides)

26 outubro 2018, 10:37