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Vatican News
2018.10.16 D. Alexis Shirahama, Bispo de Hiroxima (Japão), em Fátima - Mons. Alexis Shirahama, vescovo di Hiroshima (Giappone), a Fatima D. Alexis Shirahama, Bispo de Hiroxima (Japão), em Fátima  (AF_SantuarioFatima)

A arrogância do homem é o maior inimigo do mundo de hoje

D. Alexis Shirahama, Bispo de Hiroxima, presidiu à peregrinação internacional aniversária do 13 de outubro, na Cova da Iria.

Domingos Pinto - Lisboa

“O Homem consegue destruir o mundo inteiro e a natureza com a sua arrogância. Acredito que a arrogância do homem é o maior inimigo no mundo de hoje. Como podemos cortar a cabeça deste inimigo?”

Prelado japonês em Fátima

A pergunta foi lançada em Fátima por D. Alexis Shirahama na homilia da eucaristia de encerramento da peregrinação internacional aniversária do 13 de outubro.

Na resposta a esta questão, o bispo de Hiroxima apresentou Jesus como “um bom modelo de esperança em Deus” e lembrou que “o Imaculado Coração de Maria ensina-nos, também, hoje, a esperar em Deus, esperar em Jesus Cristo, Filho unigénito de Deus, para cortar a cabeça do nosso inimigo que é a arrogância do Homem”.

O prelado japonês recordou ainda a visita de São João Paulo II a Hiroxima, a 25 de fevereiro de 1981, onde disse que “duas cidades japonesas, Hiroxima e Nagasáqui, são as únicas cidades do mundo que tiveram a desventura de ser um memorial de como o homem é capaz de uma destruição incrível”.

Peregrinação evocativa

A peregrinação evocativa da última aparição em Fátima, contou este ano com a participação de 96 grupos de 25 países, um cardeal, 13 bispos e mais de duas centenas e meia de sacerdotes.

Além de uma delegação com 58 pessoas, o bispo nipónico ofereceu no dia 12, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, um “ramo espiritual” que evoca a recitação de 103 mil terços.

Já na conferência de imprensa de lançamento desta peregrinação, o bispo de Leiria-Fátima convidou os peregrinos a rezar pela “unidade da Igreja em volta do Santo Padre, o Sínodo dos Bispos sobre os jovens e a paz no mundo”.

D. António Marto manifestou em nome do Santuário e em nome pessoal, “comunhão e solidariedade” com o Papa Francisco, num “momento difícil” da vida da Igreja Católica, considerando tratar-se de um “ataque ignóbil” organizado contra a pessoa do Papa.

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16 outubro 2018, 12:14