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Clérigos greco-ortodoxos na Igreja 'The Hagia Triada", em Istambul Clérigos greco-ortodoxos na Igreja 'The Hagia Triada", em Istambul  (AFP or licensors)

Desafios atuais exigem respostas e testemunho comum, diz Bartolomeu I

Na conclusão da oração comum dos metropolitas e arcebispos do patriarcado, na Igreja da Santíssima Trindade de Stavrodromi, em Istambul, o patriarca ecumênico Bartolomeu I defendeu que os desafios atuais exigem respostas comuns, um testemunho comum e um avançar comum.

Cidade do Vaticano

"Estamos trabalhando pela unidade e estabilidade da ortodoxia e pelo testemunho eclesiástico comum". O Patriarcado Ecumênico, enquanto responsável em preservar a unidade, coordenar as relações interortodoxas e as iniciativas pan-ortodoxas, “exerce seu ministério na Ekumen ortodoxa, fiel aos princípios eclesiológicos e canônicos da ininterrupta da tradição dos padres."

Esta é uma das passagens mais significativas da homilia proferida na última segunda-feira pelo patriarca Ecumênico Bartolomeu I, arcebispo de Constantinopla, na conclusão da oração comum dos metropolitas e arcebispos do patriarcado, realizada na Igreja da Santíssima Trindade de Stavrodromi, em Istambul. Entre os participantes, os metropolitas de Pérgamo, Iohannes, da Ilha dos Príncipes, Demétrio, e da França, Emanuel.

"A identidade de serviço e escatologia da Igreja - disse Bartolomeu - não é ameaçada somente pela secularização, mas também pelo fechamento e introversão de uma espiritualidade que entrou abundantemente na Igreja. Somos guardiões da sagrada herança dos padres, da fé reta, da adoração e glorificação e da ortopraxis em Cristo e segundo Cristo, da verdade que torna livres, da filocalia e da filantropia, do espírito de comunidade e da cultura de solidariedade, conscientes de uma continuidade histórica ininterrupta de uma tradição testemunhada por meio da confissão e do sacrifício dos santos, por meio da fidelidade ortodoxa e a espiritualidade, por meio do milagre da teologia dos padres, por meio do ethos da cruz e da ressurreição da ascese, pela forma eucarística da vivência, pela esperança da eternidade".

Um dever enfatizado também pelo metropolita de Pérgamo: "No mundo que virá, a ortodoxia não pode dar o próprio testemunho todo fragmentado, mas com uma só voz e um coração".

O patriarcado ecumênico tem o dever de recordar a todos a catolicidade e a universalidade da Igreja, destacando "o espírito de reconciliação e superação das diferenças, a serviço da unidade”.

Mas o presente é também representado pelo encontro com o mundo atual no qual a Igreja vive e dá seu testemunho: "Os grandes desafios dos tempos atuais, o predomínio da tecnologia e de seus resultados, a secularização e a globalização,  o avanço da redução e esquecimento da dimensão social e comunitária da liberdade, a injustiça social, o hedonismo, a destruição ambiental, mas também o filetismo étnico, o fundamentalismo religioso, o conflito das culturas e outras ameaças à sacralidade da pessoa humana, exigem respostas comuns, um testemunho comum e um comum avançar em direção ao futuro ", concluiu Bartolomeu.

(L’Osservatore Romano)

 

06 setembro 2018, 16:30