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Estocolmo: Encontro Ecumênico para a Semana Mundial da Água

A Suécia se prepara para a “Water and Faith”, o encontro de 30 de agosto aberto ao público e organizado pelo Conselho Mundial das Igrejas para estudar e propor soluções ao problema global da carência e do desperdício de água

Cidade do Vaticano

“Água e Fé” é a jornada organizada pelo Conselho Mundial das Igrejas (CMI), em previsão para o dia 30 de agosto em Estocolmo, na Suécia, para estudar estratégias de como grupos, instituições e organizações religiosas possam agir em colaboração com o setor público e privado para uma melhor “justiça hídrica” para a toda a humanidade. A jornada faz parte da Semana Mundial da Água, que este ano se realiza de 26 a 31 de agosto sobre o tema “Água, ecossistemas e desenvolvimento humano”.

 Aspecto ecumênico

O seminário contará com a presença do bispo D. Arnold Temple, presidente da Rede Ecumênica da Água do CMI e presidente da Conferência das Igrejas da África, o mufti Mohammad Zoubi, de Aman, na Jordânia, e representantes do Vaticano e dos programas das Nações Unidas em matéria de água. São esperados 3.000 participantes provenientes de 135 países.

Temas a serem tratados

Na programação, D. Temple irá descrever a origem da “Comunidade Blu”, ou seja, o motivo pelo qual a CMI em 2016 assumiu o compromisso de promover o “ouro azul” como um bem público e de incentivar, onde for possível, o consumo da água da torneira, diminuindo, consequentemente, o uso de garrafas de plástico altamente poluidoras. Também será discutida a questão de como as organizações religiosas podem contribuir para a realização do “Objetivo 6” das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que é o de garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água e das estruturas higiênico-sanitárias para todos”.

Fé e água, terceira edição

Dinesh Suna, coordenador do Ecumenical Water Network (EWN), declarou ao Vatican News que esta jornada aberta ao público, na sua terceira edição, espera que as comunidades religiosas e os organismos das Nações Unidas possam progredir para enfrentar juntos o “Objetivo 6”.

Como fazer parte da “Blue Community”

“A missão da Blue Community – explicou Suna – baseia-se em três importantes requisitos que devem ser respeitados: os que desejam participar devem respeitar o direito humano de acesso à água como foi reconhecido em 2010 pelas Nações Unidas. O segundo requisito é o de promover um controle público sobre os serviços hídricos. Isso quer dizer – especificou o coordenado – evitar a privatização da água. O terceiro requisito é o de dizer “Não” às garrafas de água nas localidade onde a água é potável, onde não for potável , é preciso estudar outros sistemas mais ecológicos e sustentáveis”.

“ As indústrias de garrafas de água produzem cerca de um milhão de garrafas de plástico por minuto e até 2050 teremos mais garrafas plásticas nos oceanos do que peixes! ”

Por este motivo a CMI decidiu fazer parte da "Blue Community”.

Papa Francisco e o encontro em Genebra

Ao falar sobre o Encontro Ecumênico de 21 de junho passado em Genebra entre o Papa Francisco e a CMI, Dinesh Suna recorda a troca de presentes: “um dos presentes oficiais que demos ao Papa foi uma simples e humilde garrafa de vidro como as que usamos nos nossos escritórios e durante nossas conferências. Fizemos isso para lançar uma mensagem, ou seja, que também o Vaticano pode e deveria se tornar membro da Blue Community porque o Papa Francisco – conclui – na sua Encíclica “Laudato Si” falou várias vezes do acesso à água como um direito humano e da sustentabilidade do nosso planeta.

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28 agosto 2018, 09:11