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Indianos despedem-se do ex-premiê Atal Bihari Vajpayee, falecido aos 93 anos Indianos despedem-se do ex-premiê Atal Bihari Vajpayee, falecido aos 93 anos  (AFP or licensors)

Pesar dos bispos indianos pela morte do ex-premiê Vajpayee

Os bispos recordam com afeto a admiração especial que o líder indiano tinha por Santa Madre Teresa de Calcutá. “Que Deus possa conceder a Vajpayee o repouso eterno”, lê-se na nota. "Era um grande amigo da comunidade cristã" e sonhava a Índia como "uma nação plurirreligiosa".

Cidade do Vaticano

“Estou muito entristecido com a morte de Atal Bihari Vajpayee. A Igreja na Índia chora a morte de Atal Ji, uma perda enorme para a nação e para mim.” É o que afirma o arcebispo de Bombaim (atual Mumbai) e presidente da Conferência episcopal indiana (Ccbi), cardeal Oswald Gracias, comentando o falecimento, aos 93 anos, do ex-premiê Vajpayee.

Amigo da comunidade cristã

Numa nota difundida na sexta-feira (17/08) em nome de todos os bispos indianos, o cardeal Gracias acrescenta que “a comunidade cristã perdeu um amigo, que era atento a suas necessidades e ouvia com paciência seus problemas”.

Entre as primeiras mensagens de pesar publicadas, a do atual premiê e líder do Partido Bharatiya Janata fundado por Vajpayee, Narendra Modi, e do líder do partido da oposição Congress Party, Rahul Gandhi: o primeiro afirma que o Partido Bharatiya Janata “foi construído tijolo por tijolo graças ao trabalho de Atal Ji; o segundo destaca que “a Índia perdeu um grande filho”.

Líder que buscava a paz e a harmonia

Na nota episcopal, o cardeal Gracias define Vajpayee “um grande orador” que tratava as pessoas “com afabilidade. Será recordado como uma pessoa que cultivava relações humanas cordiais, acima das divisões religiosas, políticas ou regionais”.

Os bispos indianos manifestam apreço também por sua liderança: “A nação o recordará como um líder que buscava um país em que todos pudessem viver em paz e harmonia”.

Não às discriminações e às injustiças

Em seu último discurso como premiê, na Festa da Independência, Vajpayee disse: “A Índia é uma nação plurirreligiosa. Fazer discriminações ou injustiças contra alguém baseado na fé é contra a sua natureza e a sua cultura. Devemos cuidar sempre das minorias e estar atentos ao bem-estar delas”.

Em 1999, o encontro com João Paulo II

“Queria uma Índia em que ninguém fosse excluído, ninguém tivesse que sofrer, e todos pudessem desfrutar dos benefícios do progresso”, escreve ainda a Conferência episcopal indiana, que recorda o encontro do ex-chefe de governo com São João Paulo II, durante a visita que o Pontífice fez à Índia em 1999, “na feliz ocasião do Deepavali, a festa das luzes que simboliza a vitória do bem sobre o mal. Vajpayee comentara que a visita papal dava ainda mais luz à festividade”.

Estima por Madre Teresa de Calcutá

Ademais, os bispos recordam com afeto a admiração especial que o líder indiano tinha por Santa Madre Teresa de Calcutá, da qual dizia: “Ela se doava de modo altruísta àqueles que a sociedade tinha abandonado e esquecido. Numa época de cinismo, era símbolo de fé compreensiva”. “Que Deus possa conceder a Vajpayee o repouso eterno”, conclui a nota.

(AsiaNews)

17 agosto 2018, 12:37