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Refugiados sírios no Líbano - Lassalistas, Irmãos das escolas cristãs Refugiados sírios no Líbano - Lassalistas, Irmãos das escolas cristãs 

Síria: AIS aprova 40 projetos num total de 3 milhões de euros

"Tentamos tornar menos graves os efeitos da guerra e as repercussões das sanções econômicas sobre a população”, disse o diretor da AIS-Itália, Alessandro Monteduro.

Cidade do Vaticano

Aliviar os sofrimentos da população e preservar o futuro da cristandade na Síria.

Estas são as duas diretrizes dos mais de 40 projetos aprovados pela fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” na Síria, no valor de mais de 3 milhões de euros.

A fundação pontifícia já doou 3 milhões, 610 mil e 54 euros no primeiro semestre deste ano, totalizando mais de 25 milhões e 350 mil euros desde 2011.

Mais de dois milhões de euros do novo plano serão destinados a projetos de emergência e assistenciais em favor da população síria que sofre por causa de mais de 7 anos de guerra, aos quais se acrescentam as consequências ligadas às sanções econômicas internacionais.

Sanções matam os sírios como as armas

“Essas sanções matam os sírios como as armas”, disse o bispo maronita de Aleppo, dom Joseph Tobji. “Por que as crianças e os doentes têm que morrer por falta de remédios? Por que os sírios têm que morrer de fome?”

As ajudas humanitárias e de emergência são para o benefício de várias denominações cristãs e incluem projetos como pacotes de alimentos para refugiados em diferentes dioceses e cidades, fornecimento de energia elétrica, assistência médica, ajuda a famílias desfavorecidas e kits de higiene para refugiados.

“Assim, tentamos tornar menos graves os efeitos da guerra e as repercussões das sanções econômicas sobre a população”, disse o diretor da AIS-Itália, Alessandro Monteduro. 

“Um imenso sofrimento humano ao qual responderam até agora somente as Igrejas locais e a generosidade dos cidadãos, como os benfeitores da AIS”, sublinhou.

Projetos destinados às crianças e jovens sírios

Junto com a ajuda de emergência continuarão, como sempre durante estes sete anos, a reconstrução de igrejas, capelas e mosteiros destruídos por bombas e confrontos, para os quais serão destinados cerca de quinhentos mil euros, e o apoio à pastoral, por exemplo, através de intenções das missas para os sacerdotes.

“Mais de um quarto dos projetos recentemente aprovados”, explica Monteduro, “é dedicado às crianças e jovens sírios, que representam o futuro do cristianismo na Síria, com a intenção específica de deter ou pelo menos conter a emigração de nossos irmãos na fé”.

Segundo dom Tobji, apenas um terço dos cristãos que ali viviam antes da guerra permaneceu no país. “A emigração”, disse o prelado, é “uma ferida perigosa que continua sangrando”.

Apoio à educação

São várias as ações de apoio à educação destinadas a estudantes de todas as idades: do jardim de infância à universidade.

Nos próximos meses, 1.215 alunos de várias instituições e 437 estudantes universitários de Homs serão beneficiados com auxílio de estudo, bem como 105 universitários de Damasco. Será assegurado um apoio, em particular, às famílias carentes que não podem pagar as despesas escolares de seus filhos e as crianças que ficaram órfãs devido à guerra.

Não faltam também projetos voltados a fazer viver os pequenos sírios um pouco daquela infância que lhes foi roubada pela guerra.

A AIS apoiará várias colônias de férias de diferentes paróquias e iniciativas como “Deixe-me viver minha infância”, proposta organizada pela paróquia católica armênia de Santa Cruz, em Aleppo, e destinada a crianças de 3 a 15 anos.

 

17 julho 2018, 20:11