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Familiares dos 20 egípcios coptas durante os funerais realizados em 15 de maio de 2018 no povoado de Al-Our, Província de Mina Familiares dos 20 egípcios coptas durante os funerais realizados em 15 de maio de 2018 no povoado de Al-Our, Província de Mina  (ANSA)

Inaugurado museu dedicado aos cristãos coptas martirizados na Líbia

As cenas da execução dos coptas egípcios em uma praia da Líbia em 2015 pelo Daesh, chocou o mundo pela sua crueldade. Eles morreram pronunciando o nome de Jesus.

Cidade do Vaticano

No santuário-museu dos mártires coptas decapitados em uma praia na Líbia por terroristas afiliados à facção Estado Islâmico (Daesh) em janeiro de 2015 , ao lado dos caixões usados para transportar os corpos da Líbia para o Egito são custodiadas como relíquias também as algemas que prendiam as mãos dos mártires enquanto eram mortos, assim como o que restou dos uniformes de cor laranja, que os executores do Daesh colocavam em suas vítimas antes das macabras execuções, sempre filmadas e divulgadas na Internet. 

O museu-santuário foi inaugurado recentemente por Anba Befnosios, bispo copta-ortodoxo de Samalut, na Catedral construída para custodiar os restos mortais dos mártires, no povoado egípcio de Al-Our, Província de Mina.

Entre os objetos expostos, há também as moedas encontradas nos bolsos dos egípcios martirizados, seus sapatos, alguns documentos de identidade e os registros de trabalho feitos por dois deles, onde eram descritas as atividades realizadas no dia a dia.

Não renegaram a própria fé

 

As famílias dos mártires - refere Wataninet - expressaram sua alegria com a inauguração do museu, que servirá para prestar homenagem "pela glória de Deus manifestada nos mártires, que nunca renegaram a própria fé."


Os 20 coptas egípcios e o seu companheiro de trabalho ganês, haviam sido sequestrados na Líbia no início de janeiro de 2015. O vídeo de sua decapitação foi disponibilizado online por sites jihadistas em 15 de fevereiro.

Inscritos no livro dos mártires coptas

 

Apenas uma semana após a notícia do massacre, o Patriarca copta-ortodoxo Tawadros II decidiu inscrever os nomes dos 21 mártires no Synaxarium, o livro dos mártires da Igreja Copta, determinando que a sua memória fosse celebrada em 15 de fevereiro.

Repatriação dos restos mortais

 

Os restos mortais dos coptas foram identificados no final de setembro passado em uma vala comum na costa da Líbia, perto da cidade de Sirte. Seus corpos foram encontrados com as mãos amarradas atrás das costas, vestidos com os mesmos macacões laranja que usavam no vídeo macabro feito pelos autores no momento da decapitação. Também as cabeças dos decapitados foram encontradas ao lado dos corpos.

A repatriação dos restos mortais dos mártires do Egito, repetidamente anunciadas pela mídia egípcia, levou mais tempo do que o esperado e acabou ocorrendo somente em meados de maio deste ano. Neste meio tempo, a análise de DNA permitiu identificar cada um dos 21 mártires.

Repetem "Senhor Jesus Cristo" antes de morrer

 

"O vídeo que retrata a sua execução – declarou na época à Ag. Fides Anba Antonios Aziz Mina, bispo emérito da Igreja Católica Copta de Guizé - foi construído como uma encenação cinematográfica , com a intenção de espalhar o terror. No entanto, naquele produto diabólico de ficção e horror sangrento, vemos que alguns dos mártires, no momento de sua execução bárbara, repetem "Senhor Jesus Cristo". O nome de Jesus foi a última palavra que surgiu em seus lábios. Como na paixão dos primeiros mártires, eles se entregaram àquele que logo os receberia. E assim eles celebraram sua vitória, a vitória que nenhum carrasco poderá tirar deles. Esse nome sussurrado no último instante era como o selo do seu martírio." (Agência Fides)

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13 julho 2018, 11:31