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“Hoje somos convidados a escolher entre a vida de uma criança não nascida e um migrante, mas não podemos aceitar esta chantagem: somos chamados a ajudar a todos" “Hoje somos convidados a escolher entre a vida de uma criança não nascida e um migrante, mas não podemos aceitar esta chantagem: somos chamados a ajudar a todos"  (2018 Getty Images)

EUA: Semana da liberdade religiosa debate migrantes, aborto, política

A cada dia, um bispo à frente de uma das Comissões da Conferência Episcopal, oferece um breve comentário para encorajar o agir como cristãos livres diante dos temas sociais mais candentes da sociedade estadunidense.

Cidade do Vaticano

Uma semana para conhecer, agir e rezar pela liberdade religiosa no mundo. No dia 22 de junho, a Igreja nos Estados Unidos lançou uma campanha que consiste em tratar durante sete dias sobre temas diferentes, que tenham implicações na escolha de viver a fé.

A cada dia, um bispo à frente de uma das Comissões da Conferência Episcopal, oferece um breve comentário para encorajar o agir como cristãos livres diante dos temas sociais mais candentes da sociedade estadunidense.

Migrantes, objeção de consciência diante do aborto, famílias, linguagem e política, epidemia no uso de drogas, perseguições no Oriente Médio, lugar de fronteira onde os cristãos "são chamados a viver com integridade e fiéis ao Evangelho", comentou o bispo Michael Burbidge, presidente da Comissão das Comunicações da Conferência dos Bispos dos EUA, que abriu a campanha propondo como modelo da lealdade à Igreja e serviço aos irmãos Thomas More e John Fisher.

Já Dom Joe Vasquez, presidente da Comissão para os Migrantes, sublinhou em sua mensagem que "a Igreja e o serviço de assistência aos migrantes foram fortemente atacados também pelas escolhas feitas no campo do aborto". "Hoje somos convidados a escolher entre a vida de uma criança não nascida e um migrante, mas não podemos aceitar esta chantagem: somos chamados a ajudar a todos".

No segundo dia da campanha, o bispo de Filadelfia, Charles Chaput, advertiu contra a linguagem política desonesta: "Um perigo para a democracia e um perigo para as leis e políticas públicas". E sugeriu para se agir em relação aos representantes eleitos para o Congresso, para que trabalhem "de acordo com a caridade e a justiça, respeitando a fé e a liberdade e dignidade humanas".

Outros temas da campanha são a liberdade de ensino para as instituições católicas, a defesa dos cristãos no Oriente Médio, para os quais se pede doações consistentes que lhes permitam permanecer nas terras que viram o cristianismo nascer; a liberdade de consciência do pessoal da saúde diante dos pedidos de aborto.

Este último tema é um terreno de confrontos tanto nos hospitais como nos tribunais, porque muitos dos funcionários são denunciados porque se recusam a submeter-se a regulamentos que autorizam o aborto mesmo após o terceiro mês de vida.

A campanha também trata de uma das emergências sociais mais dramáticas para as famílias: a crise ligada ao consumo de opiáceos. Muitas crianças, filhas de pais toxicodependentes, são frequentemente deixadas em instituições de cuidados por muito tempo, porque, em alguns Estados, grupos e famílias católicas que poderiam ser temporariamente designados para cuidar delas, são excluídos.

"A campanha nos lembra que nossa fé não é uma questão privada, mas deve ser proclamada dos telhados e necessita testemunhas, especialmente entre os jovens, sedentos por vida espiritual e de amizade com Deus”, concluiu Dom Robert Bannon, bispo auxiliar de Los Angeles e presidente da Comissão para a Evangelização, que convidou a exercer a liberdade religiosa, compartilhando e não impondo uma experiência e uma vida de fé permeada pelo Evangelho”.

(Agência Sir)

25 junho 2018, 13:20