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Exposição estará aberta até 13 de junho Exposição estará aberta até 13 de junho  (ANSA)

Mostra na Basílica São João de Latrão sobre perseguições na URSS

O Cardeal Ravasi destacou três aspectos que emergem da exposição: o "ecumenismo do sangue", que "une as nossas Igrejas"; "o tema do martírio cristão é expresso em uma linguagem absolutamente nova, com o uso da cultura digital, mais adaptada à cultura contemporânea" e o fato de que a exposição é significativa não somente para o diálogo ecumênico, mas “também para o diálogo inter-religioso”.

Cidade do Vaticano

Uma iniciativa de profundo valor ecumênico, que leva "ao coração, ideal e espiritual da catolicidade".

Assim o cardeal Gianfranco Ravasi definiu a exposição aberta na Basílica São João de Latrão na tarde de quarta-feira, 30, sobre a história das perseguições e os mártires da Igreja Ortodoxa Russa no século XX, sob o jugo do regime soviético.

Na inauguração da exposição multimídia "Os novos mártires e confessores do Igreja Ortodoxa Russa" - que permanecerá aberta até 13 de junho - estavam presentes, além do cardeal Ravasi, o metropolita Tikhon, presidente do Conselho para a Cultura do Patriarcado de Moscou, e o embaixador russo na Santa Sé, Aleksander Avdeev.

O ano de 2016 marcou o centenário do fuzilamento do imperador Nicolau II e de sua família, bem como o início das perseguições contra a Igreja Ortodoxa Russa, que continuaram de diversas formas e em diferentes intensidades enquanto durou o regime.

Juntamente com a propaganda do ateísmo militante, a autoridade comunista efetuou prisões e fuzilamentos em massa. Um grande número de representantes do clero e de leigos, quase todo o episcopado, conheceram a prisão e a deportação. Muitos deles foram fisicamente destruídos. Alguns religiosos emigraram.

Exposição sobre mártires russos

Uma miríade são os novos mártires e confessores que deram testemunho de fé suportando sofrimento e morte: tudo documentado cronologicamente e em forma de multimídia na exposição na Basílica São João de Latrão,  "a primeira do gênero fora das fronteiras nacionais”, que “mostra o caminho histórico da Igreja na Rússia soviética através do prisma do heroísmo dos de seus novos mártires", explicaram os promotores,  em particular o Conselho Patriarcal para a Cultura e o Fundo de Assistência para a preservação dos valores cristãos, em colaboração com os dicastérios vaticanos da Cultura e da Unidade Cristãos.

O Cardeal Ravasi, que destacou as relações de amizade e colaboração com os escritórios do Metropolita Tikhon (foi ele – disse - a dar-lhe a cruz peitoral que ele usa pendurado no pescoço), falou sobre três aspectos que emergem da exposição: a do "ecumenismo do sangue", que "une as nossas Igrejas e é frequentemente citada pelo Papa Francisco"; o fato de que "o tema do martírio cristão é expresso em uma linguagem absolutamente nova, com o uso da cultura digital, mais adaptada à cultura contemporânea" e o fato de que a exposição é significativa não somente para o diálogo ecumênico, mas “também é significativa para o diálogo inter-religioso”.

“O fundamentalismo - explicou o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura - hoje tem pervertido o conceito tão elevado de martírio. Qualquer violência na religião é uma blasfêmia, e esse tipo de martírio é na realidade um assassinato. Aqui, no entanto, ressalta-se a beleza da fé, que nada destrói”.

31 maio 2018, 11:55