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Vatican News
Patriarca Louis Raphael I Sako celebra Missa na cidade de Tal Kaif, norte de Mosul Patriarca Raphael I Sako celebra Missa na cidade de Tal Kaif, norte de Mosul  (AFP or licensors)

Autoridades iraquianas agradecem apoio recebido do Papa Francisco

O Ministério das Relações Exteriores iraquiano agradeceu publicamente o apoio que o Papa Francisco e o Vaticano tem dado ao Iraque e o povo iraquiano "neste momento decisivo para a paz e convivência", também demonstrado pela elevação ao título de cardeal do Patriarca dos Caldeus, Louis Raphael I Sako.

Cidade do Vaticano

O Ministério das Relações Exteriores iraquiano expressou publicamente sua gratidão ao Papa Francisco "e ao Vaticano" pelo "contínuo apoio " que o Iraque e o povo iraquiano" vem deles recebendo, neste momento decisivo para a paz e convivência".

Uma ulterior manifestação recente desse apoio é identificada pelo Ministério do Exterior do Iraque pela "concessão ao Patriarca iraquiano Mar Louis Raphael I Sako do título de Cardeal".

Tal título - especifica a declaração divulgada pelo Ministério, e assinada pelo porta-voz oficial Ahmed Mahjoob - identifica "um alto grau, apenas abaixo daquele de Papa". A cooptação do Patriarca Sako no Colégio dos Cardeais também representará um reconhecimento de suas iniciativas humanitárias aos olhos da liderança política iraquiana.

Graças ao futuro cardeal iraquiano - dizem as autoridades em Bagdá – o Iraque terá "uma voz no Vaticano e em fóruns internacionais" para continuar a "luta contra o terrorismo" e "preservar sua pluriformidade religiosa".

Cenário político após as eleições

 

No Iraque, o ministro das Relações Exteriores ainda é Ibrahim al-Jaafari, mas o cenário político iraquiano está em pleno movimento,  depois que a última eleição geral em 12 de maio apresentou resultados inquietantes em comparação com as previsões de muitos analistas.

A nova Assembleia parlamentar (329 cadeiras) surgida com as eleições, parece fragmentada. O partido do Primeiro-ministro de saída, o xiita Haydar al-Abadi, ficou em terceiro (42 lugares) na escolha dos eleitores, enquanto o partido mais votado (54 lugares) foi o Sayrun, uma coalizão entre o líder xiita (mas não filo-iraniano) Moqtada al-Sadr e o Partido Comunista.

Em segundo,  com 47 lugares, ficou o grupo de milícias pró-iranianas anti-Estado Islâmico, que transformou-se em partido com o nome de al-Fatih e é liderado por Hadi al-Amiri.

Os curdos apresentaram-se divididos, e a possível coligação entre os dois principais partidos curdos, o Partido Democrático do Curdistão (KDP) de Massoud Barzani e a União Patriótica do Curdistão (PUK) - fundada por Jalal Talabani, presidente do Iraque de 2005 a 2014, que morreu em 2017 – os levaria a ocupar o terceiro lugar em número de cardeiras no Parlamento.

 

25 maio 2018, 14:59