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Patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I Patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I  (ANSA)

A mensagem de Bartolomeu I e do metropolita Gennadios para a Páscoa ortodoxa

As Igrejas que seguem o Calendário Juliano festejam a Páscoa da Ressurreição neste domingo, 8 de abril. O Papa Francisco felicitou os "irmãos e irmãs das Igrejas Orientais" durante a oração do Regina Coeli.

Cidade do Vaticano

"O fiel ortodoxo tem uma razão especial e uma forte motivação para lutar contra o mal social, pois vive intensamente a antítese entre as Coisas Últimas e os dados históricos de cada vez. Do ponto de vista ortodoxo, o serviço filantrópico e  a ajuda ao irmão privado do necessário, constituem uma consequência e uma expressão do ethos eucarístico da Igreja ".

É o que escreve o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, na mensagem para a Páscoa ortodoxa celebrada este domingo, 8 de abril.

Ressurreição, núcleo da fé

 

"A experiência da Ressurreição de Cristo, da suprema vitória salvífica da vida sobre a morte, é o núcleo da fé, do culto divino, do ethos e da cultura do povo ortodoxo de Deus, portador do nome de Cristo. A vida dos fiéis ortodoxos – lê-se ainda na mensagem - em todas as suas manifestações e dimensões, é imbuída e alimentada pela fé na ressurreição e constitui uma Páscoa cotidiana".

Viver renovação pessoal

 

Uma experiência pascal que "não é simplesmente uma recordação da Ressurreição do Senhor, mas também um modo de viver da nossa renovação pessoal e uma sólida certeza em relação ao fim escatológico de todas as coisas."

O patriarca ecumênico também apresenta o Evangelho da Ressurreição hoje como "anúncio do profundo que, diante de Deus, a vida humana tem valor absoluto", "em um mundo de injustiça social que avança ferozmente, do enfraquecimento da pessoa humana, em uma terra como o Gólgota universal de refugiados e de milhares de crianças inocentes ".

Os desafios do mundo contemporâneo

 

"A mensagem da Cruz e da Ressurreição - concluiu Bartholomeu -  encontra-se em nossa época, também face a face, tanto com a arrogante auto-exaltação do homem secularizado de hoje, racionalista, persuadido pelo poder excessivo da ciência, focado em si mesmo e apegado às coisas terrenas e efêmeras, o homem privado do desejo de eternidade, mas também com a repulsa a toda Divina Economia da Encarnação e ao 'escândalo' da Cruz. "

Metropolita Gennadios 

 

Na mesma linha, também o metropolita Gennadios - arcebispo ortodoxo da Itália e Malta e exarca para a Europa Meridional - afirma que  "Cristo não é apenas aquele que ressuscitou dentre os mortos, mas também aquele que levanta os mortos. Esta mudança do homem é a mais clara demonstração da ressurreição. O homem é despertado, ressurge com a força da fé e da esperança".

O triunfo da verdade contra a falsidade

 

"A ressurreição do corpo e a mudança alma são dois pontos-chaves da nossa fé – diz o metropolita Gennadios. Para a ressurreição do corpo não se apresenta qualquer resistência, todavia para a transformação da alma existe a resistência da vontade do 'homem pecador'.

Gennadios enfatiza como "a ressurreição de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo traz ao mundo a doçura e a alegria, a exultação da alma e a autêntica alegria e júbilo, pois temos o triunfo da vida sobre a morte, o triunfo de Cristo contra o infernos, da alegria contra a dor, da verdade contra a falsidade, conclui. O amor e a unidade dominam ". (SIR)

 

08 abril 2018, 19:01