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Capacetes Azuis (ONU) em sua base em Djugu, área de Ituri, palco de conflitos entre facções rivais Lendu e Hema Capacetes Azuis (ONU) em sua base em Djugu, área de Ituri, palco de conflitos entre facções rivais Lendu e Hema  (AFP or licensors)

Libertado sacerdote sequestrado na República Democrática do Congo

O sacerdote foi encontrado vendado por habitantes do povoado de Bunyangula, por volta das 3 horas da manhã da última quinta-feira.

Cidade do Vaticano

O padre Célestin Ngango - sequestrado no Domingo de Páscoa em uma estrada entre Nyarukwangara e Karambi, na Província do Kivu Norte, na República Democrática do Congo – está livre.

Ele foi encontrado por volta das 3 da manhã de quinta-feira, 5 de abril, com os olhos vendados, por alguns habitantes do povoado de Bunyangula, distante 2 km da cidade de Rutshuru.

O sacerdote não sofreu maus-tratos 

 

Segundo as autoridades locais, o sacerdote foi libertado pelos criminosos após a forte pressão dos habitantes da região.

Segundo um comunicado da Conferência Episcopal Nacional do Congo (Cenco) citado pela Agência Fides, “o sacerdote libertado não foi maltratado e as suas condições de saúde aparentam ser boas. Todavia, será submetido a exames médicos por maior segurança”.

Apelo dos bispos 

 

Em conversa com a Agência Fides, Dom Théophile Kanoy Ruboneka, bispo de Goma, havia referido que os sequestradores haviam feito contato com a paróquia do padre Ngango por meio de seu celular, pedindo inicialmente um resgate de 500 mil dólares, mais tarde reduzido para 50 mil. Mas não há confirmação de que algum resgate tenha sido pago.

Em 3 de abril, por meio de uma declaração, a Cenco havia condenado com o sequestro do sacerdote, pedindo a sua imediata libertação.

“Os padres são pessoas consagradas a Deus para servir ao próximo – afirmaram os bispos. Impedir a sua obra significa privar muitos nossos compatriotas de numerosos benefícios”.

A chaga dos sequestros

 

No Kivu do Norte, como recordou Dom Ruboneka, “os sequestros são cotidianos, é uma tragédia contínua provocada por um comércio desumano”, que não poupa nem mesmo mulheres e crianças.

Entre as pessoas que ainda não foram libertadas, encontram-se os padres assuncionistas Jean-Pierre Ndulani, Anselme Wasikundi e Edmond Bamutute - sequestrados em 19 de outubro de 2012 na Paróquia de Notre-Dame des Pauvre, de Mbau, a 22 km de Beni – e os dois sacerdotes Pierre Akilimali e Charles Kipasa, levados por desconhecidos na noite entre 16 e 17 de julho de 2017, da Paróquia de Notre-Dames des Anges, de Bunyuka, Diocese de Beni-Butembo.

Em 22 de janeiro deste ano, havia sido sequestrado e libertado após alguns dias, o padre Robert Masinda, Pároco de Bingo.

 

 

 

07 abril 2018, 19:43