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Presidente Macron fala aos bispos franceses Presidente Macron fala aos bispos franceses  (ANSA)

O presidente Emmanuel Macron encontra os Bispos franceses.

Os Bispos ao Presidente: é a partir das necessidades dos mais pobres que se pode construir uma nação fraterna, justa e solidária.

Cidade do Vaticano

“Aproveito esta ocasião para lançar um apelo: vencer os medos que estão presentes na nossa sociedade e engajar-se com determinação e confiança para conhecermo-nos melhor uns aos outros e para uma maior abertura aos irmãos. Comecemos com os mais fracos, os mais pobres, com as pessoas vulneráveis porque é a partir deles que podemos reconstruir a confiança de uma nação”.

Palavras do presidente da Conferência Episcopal Francesa, Dom Georges Pontier, ao dirigir-se ao presidente Emmanuel Macron durante a sua visita ao Collège des Bernardins, na noite de segunda-feira (9/04).

A questão bioética

 

Em particular Dom George Pontier afirmou que “para nós, olhar de frente a fragilidade do ser humano, é reconhecer que a grandeza de uma sociedade mede-se pela capacidade de cuidar da parte mais frágil do seu povo”.

Todo o discurso do arcebispo de Marselha foi baseado nesse conceito abordado pela questão bioética, um debate em voga na França. É “uma ocasião – disse – para provar o diálogo em uma sociedade cada vez mais plural” e para refletirmos juntos “sobre o mundo que queremos para amanhã”.

A atenção da Igreja para com os desfavorecidos

 

O bispo falou da família, da eutanásia, mas também de migrações, antissemitismo e islamofobia.

Dirigindo-se a Macron disse: “O nosso objetivo não é o de satisfazer os interesses particulares. A nossa preocupação é para com os mais desfavorecidos, com os que não têm perspectivas para o futuro. Sei bem que estas preocupações são também compartilhadas pelos responsáveis do Governo, pelos homens e mulheres engajados no mundo político, econômico, associativo e religioso. O grito dos que não têm emprego e moradia dignitosa , abala a todos. Assim como as lágrimas dos jovens sem projeto e sem futuro, tentados por algumas escolhas de violência, outros por tráficos ilusórios e sem futuro ou ainda pelo comércio e consumo de drogas que acabam por destruí-los”.


Que a igualdade seja a base da República

 

“A nossa responsabilidade é grande – acrescentou o responsável pelos bispos franceses – trata-se de uma causa nacional que necessita da responsabilidade de todos. Devemos ousar e reconhecer a palavra ‘igualdade’ da nossa bandeira nacional. Porque as desigualdades na educação, instrução, salários, acesso ao mundo do trabalho e serviços públicos aumentam cada vez mais. É a partir das necessidades dos mais pobres que se pode construir uma nação fraterna, justa e solidária”.

A lembrança do padre Hamel

 

Dirigindo-se aos bispos, o presidente Macron recordou do padre Jacques Hamel, o sacerdote assassinado em uma igreja na periferia de Rouen enquanto celebrava a Missa em 26 de julho de 2016.

Recordou também algumas associações católicas como Oeuvre d’Orient (para os cristãos perseguidos no Oriente Médio), a Cáritas e a Comunidade de Santo Egídio, que juntamente com a Conferência Episcopal e a Federação das Igrejas Evangélicas , construíram corredores humanitários nos países em guerra.

Contribuição dos católicos

 

Macron concluiu dizendo: “Tenho certeza que a semente católica pode e deve contribuir ainda e sempre para a vida da nossa nação. Estou aqui para isso, para dizer-lhes que a República espera, de vocês católicos, três dons: o da sabedoria, do empenho e da liberdade.


 

10 abril 2018, 13:26