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Missa com ordenação sacerdotal presidida pelo Papa em Bangladesh Missa com ordenação sacerdotal presidida pelo Papa em Bangladesh 

Dom Sérgio: desafio da formação permanente dos presbíteros

O Cardeal Sérgio da Rocha nos traz suas considerações sobre a formação permanente dos sacerdotes, tema central da 56ª Assembleia Geral da CNBB, em andamento em Aparecida – SP, cujos trabalhos estão sendo norteados pelo tema “Diretrizes para a formação dos presbíteros na Igreja no Brasil”.

Cidade do Vaticano

Amigo ouvinte, o presente espaço de formação e aprofundamento traz na edição de hoje a participação do arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Sérgio da Rocha. Entrevistado pela colega Cristiane Murray nosso convidado nos traz suas considerações sobre a questão da formação permanente dos sacerdotes, tema central da 56ª Assembleia Geral da CNBB, em andamento em Aparecida – SP (de 11 a 20 deste mês de abril), cujos trabalhos estão sendo norteados pelo tema “Diretrizes para a formação dos presbíteros na Igreja no Brasil. Lançando um rápido e amplo olhar para este que representa um verdadeiro desafio a Igreja, Dom Sérgio contempla vários aspectos da questão. Eis o que diz:

Dom Sérgio: desafio da formação é imenso

É claro que o desafio da formação é imenso […] nós temos que, como Igreja, crescer, avançar na formação dos futuros presbíteros e dos atuais. Aqui que estão dois aspectos que tem que ser considerados permanentemente. Houve um tempo que quando se falava que formação sacerdotal se pensava apenas nos futuros presbíteros, isto é, na formação que se oferece nos seminários. E a verdade que essa formação que é fornecida nos seminários tem que merecer uma atenção cada vez maior, temos que aprimorar, que ampliar, mas o desafio que se coloca hoje é a chamada formação permanente dos presbíteros.”

“Eu creio que esse seja um dos aspectos que temos nós precisamos trabalhar cada vez mais. O próprio documento sobre a formação que estamos estudando já vai dedicar um espaço muito grande à formação permanente. Portanto, não é apenas quando estão se preparando para a ordenação sacerdotal ou para o ministério sacerdotal que é necessária uma formação mais sistemática, mais integral. Então, depois de ordenados, continua o desafio da formação. E não é que nós bispos estão de fora, nós também necessitamos continuar a nossa formação para servir, cada vez melhor, à Igreja.”

A Igreja tem trabalhado com vários aspectos da formação. Quando nós falamos de formação integral é porque não falamos apenas dos estudos. Tem gente que pensa, às vezes, na formação dos estudos. É claro que eles merecem uma atenção na formação dos presbíteros, mas não bastam os estudos. Eles são importantíssimos, mas temos a formação humano-afetiva, formação espiritual, formação comunitária, formação pastoral. São os vários aspectos da formação que nos seminários, nós estamos trabalhando cada vez mais, mas depois de ordenados é preciso cultivar”. […]

Nós partimos daquilo que vem da Santa Sé, isto é, do documento que orienta a formação dos presbíteros, e também partimos da experiência que nós temos e do próprio documento que o Brasil já está adotando.  Nós já temos em vigor as chamadas diretrizes para a formação dos presbíteros e este documento é que está sendo revisto, está sendo aprofundado." […]

“Nós temos um caminho longo que percorrer, mas claro que o caminho é mais exigente ainda, isto é, temos passos ainda maiores a serem dados para preparar o sacerdote, o presbítero, o bispo para atuar no dia a dia do mundo de hoje, da sociedade de hoje, para fazer o anúncio do Evangelho e viver o sacerdócio no seu conjunto nas condições concretas que nós temos hoje. É preciso, de fato, aprofundar, cada vez mais, não apenas o conhecimento, mas a vivência da fé que vai ser anunciada, celebrada, vivida pelo próprio sacerdote e pelo conjunto do povo”.

12 abril 2018, 16:44