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Em 24 de março será celebrado o XXVI Dia em memória dos missionários mártires Em 24 de março será celebrado o XXVI Dia em memória dos Missionários Mártires 

AIS recorda Missionários Mártires com concerto em Milão

Um concerto em Milão organizado pela AIS às vésperas do Dia dos Missionários Mártires, celebrado em 24 de março, quer recordar o testemunho daqueles que deram a vida para defender os últimos e a própria fé. A força que brota de seu sacrifício ajuda a cada um de nós a fortalecer a própria fé". Será feita coleta em favor da reconstrução no Iraque.

Cidade do Vaticano

"Vozes unidas pelo Iraque" é o nome do concerto organizado pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) na Igreja "San Carlo al Lazzaretto", em Milão, às 21 horas desta sexta-feira, 23 de março, na véspera do XXVI Dia dos Missionários Mártires.

As meditações serão acompanhadas por músicas compostas por Arvo Pärt para coral e órgão e interpretadas pelo Coral de Câmera de Varese, dirigido pelo Maestro Gabriele Conti. No órgão, o maestro Giovanni Battista Mazza.

A iniciativa contará com o testemunho do sacerdote iraquiano padre Karam Shamasha. Será realizada uma coleta cujo destino contribuirá para a reconstrução de locais de culto destruídos pelo Isis na Planície de Nínive.

Sacrifício dos mártires, testemunho para a Igreja

 

O dia de jejum e oração em memória dos missionários mártires quer recordar estas heroicas figuras de nossa Igreja.

"Muitas vezes nos esquecemos do exemplo dos missionários que deram a própria vida para defender os últimos - afirma padre Aurélio Gazzera, missionário carmelita desde 1992 na República Centro-Africana - e eventos como este concerto da Ajuda à Igreja que Sofre, são muito importantes pois nos fazem refletir sobre a generosidade destes irmãos. A força que brota de seu sacrifício ajuda a cada um de nós a fortalecer a própria fé".

Também padre Sebastiano D'Ambra, missionário do Pime há 40 anos em Mindanao, Ilha de maioria islâmica das Filipinas, considera essencial prestar esta homenagem aos missionários mártires e recorda de modo particular os seus três confrades assassinados: padre Tulio Favali, padre Fausto Tentorio e padre Salvatore Carzedda.

Além de padre Salvatore, o movimento Sissilah para o diálogo inter-religioso fundado pelo padre D'Ambra, também chorou outros sacerdotes e bispos mártires e infelizmente nos últimos anos a situação piorou.

Filipinas

 

Atualmente, em Mindanao, os cristão sofrem pela ação e pela forte influência de grupos fundamentalistas como o Isis e o Abu Sayyad e muitos deles estão até mesmo abandonando a ilha.

"Também por este motivo, é importante para os nossos fiéis saberem que os cristãos ocidentais estão próximos a eles com a oração, com a informação, com o apoio concreto e iniciativas como a da AIS. São iniciativas louváveis e se deve dar continuidade a isto, sem deixar-se desencorajar pela difícil situação em que vivem os cristãos em tantas partes do mundo, onde existe uma verdadeira perseguição".

Neste sentido, a importância de organizar eventos como estes que recordam os cristãos perseguidos e o extraordinário exemplo, quer dos missionários mártires como dos tantos missionários que doaram inteiramente a própria vida onde a Igreja sofre.

Paquistão

 

Como a Irmã Daniela Baronchelli, religiosa das Filhas de São Paulo, de 86 anos, e há mais de 30 no Paquistão:

“A missão é viver amando, é doar a vida comunicando a Palavra de Deus. Sou missionária há mais de 50 anos e para mim é um privilégio doar a minha existência e ver os meus sacrifícios que florescem na vida dos últimos, tornados ricos de esperança e de confiança em Deus e na vida".

22 março 2018, 15:10