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Imigrantes venezuelanos Imigrantes venezuelanos  (AFP or licensors)

Migrantes venezuelanos: concreta solidariedade da diocese brasileira de Roraima

Boa Vista. A CNBB doa 40 % da Coleta Nacional de Solidariedade do Domingo de Ramos para os imigrantes venezuelanos no Estado de Roraima.

Roraima

Onde a caridade vence a intolerância

Dom Mario Antônio da Silva, Bispo de Roraima, em uma nota, exprime sua gratidão e apoio às várias instituições que não mediram esforços em colaborar no acolhimento, na integração social e na interiorização de imigrantes em situação de vulnerabilidade. Dom Mário refere-se à dramática situação criada no estado de Roraima, fronteira com a Venezuela, com a chegada de centenas de migrantes.

Ao falar dos grupos eclesiais e das instituições da sociedade civil que se empenham em atividades de voluntariado - apesar das manifestações xenofóbicas à imigração de venezuelanos – o bispo condenou as manifestações racistas contra os imigrantes. “Diante de uma situação de emergência e de fragilidade extrema”, é preocupante que “pessoas e grupos fomentem e promovam o ódio aos imigrantes e àqueles que se dispõem a ajudá-los”

Na nota, Dom Mário pede “respostas integradas e ações coordenadas” das esferas governamentais, por enquanto ausentes, até mesmo para as necessidades primárias. Esta ausência de iniciativas e omissões “contribui para o surgimento de comportamentos xenófobicos e de incitação à violência”.

A Coleta Nacional de Solidariedade

Encorajado por esta situação, o episcopado brasileiro decidiu que 40% da Coleta Nacional de Solidariedade do Domigo de Ramos, realizada em toda as dioceses do país, seja destinada aos imigrantes venezuelanos do Estado de Roraima. É um gesto concreto no âmbito da Campanha da Fraternidade que neste ano propõe a superação da violência.

Com o desejo de que “todos os imigrantes sejam tratados com dignidade e que seus direitos sejam respeitados”, a nota conclui recordando o que foi afirmado pelo Papa Francisco na homilia da concelebração eucarística de 14 de janeiro passado por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado: “Cada forasteiro que bate à nossa porta [seja uma] ocasião de encontro com Jesus Cristo, o qual se identifica com o forasteiro acolhido ou rejeitado de cada época”.

28 março 2018, 15:00