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Proporciona nas cadeias trabalho manufaturado, trabalhos manuais ajuda muito, diz o sacerdote Proporciona nas cadeias trabalho manufaturado, trabalhos manuais ajuda muito, diz o sacerdote  (AFP or licensors)

Portugal: Pastoral prisional aposta na “reinserção social” dos reclusos

A prioridade é sublinhada à VATICAN NEWS pelo Coordenador nacional da Pastoral Penitenciária em Portugal, padre João Gonçalves.

Domingos Pinto - Lisboa

A prioridade é sublinhada à VATICAN NEWS pelo Coordenador nacional da Pastoral Penitenciária em Portugal, padre João Gonçalves.

Uma preocupação que marcou o XIII Encontro Nacional da Pastoral Penitenciária, que terminou no passado dia 10, em Fátima.

“Se a pessoa não se insere ou não se reinsere, ela fica muito na beira de poder cometer novos ilícitos”, diz o padre João Gonçalves, que considera que “este trabalho é feito nas prisões em Portugal de maneira ainda muito deficitária”.

“Voluntariado e prisões: constatações e desafios”, foi o tema deste encontro que ficou marcado pela assinatura de um protocolo entre a Direção Geral dos Serviços Prisionais e a Cáritas Portuguesa, para coordenar o voluntariado em ambiente prisional.

Neste contexto, duas novidades, a necessidade “de casas de acolhimento para pessoas que ao saírem da cadeia possam ter uma casa de saída”, até que a pessoa encontre “o seu norte, encontre  o seu rumo”, sublinha o sacerdote da Diocese de Aveiro que aponta ainda a importância da ocupação dos reclusos em ambiente prisional.

“Proporcionarmos nas cadeias trabalho manufaturado, trabalhos manuais”, para que esse trabalho possa ser posto no mercado em “lojas solidárias”, acrescenta o padre João Gonçalves que desafia os empregadores, e as associações de empresários, sobretudo de empresários católicos, a colaborarem no “acolhimento destas pessoas fragilizadas”.

O Coordenador nacional da Pastoral Penitenciária defende também a criação nas dioceses de departamentos dedicados a esta temática.

A ideia é permitir “um trabalho de prevenção feito junto das crianças das catequeses, dos grupos de jovens das paróquias e adolescentes, das famílias, até nas próprias homilias, nas escolas, a informação é importantíssima”, refere o sacerdote em entrevista ao nosso correspondente Domingos Pinto.

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17 fevereiro 2018, 18:52