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Presidente Mahmou Abbas, Grão Imã Al-Tayyeb e patriarca Tawadros II Presidente Mahmou Abbas, Grão Imã Al-Tayyeb e patriarca Tawadros II  (AFP or licensors)

Conferência sobre Jerusalém na Universidade de Al-Azhar no Cairo

Jerusalém "é terra sagrada e terra santa, terra em que céu e terra se encontraram, onde Deus falou mais do que em qualquer outro lugar”, disse o patriarca Tawadros II.

Cidade do Vaticano

Teve início na quarta-feira, 17, no Cairo, a “Conferência Internacional em apoio a Jerusalém”, organizada pelo grão Imã de Al-Azhar, Xeique Ahmed Al-Tayyeb, com o apoio do presidente do Egito, Abd al-Fattāḥ al-Sīsī.

O encontro que se concluiu esta quinta-feira, 18, reúne importantes representantes nacionais, regionais e internacionais, como o presidente palestino Mahmoud Abbas, o patriarca da Igreja Copta Ortodoxa Tawadros II, o líder do Parlamento Árabe Meshaal bin Fahm al-Salmi, o presidente da Assembleia Nacional do Kuwait Marzouq Al-Ghanim e o embaixador Ahmed Aboul Gheit, secretário geral da Liga Árabe.

A Igreja Católica está representada pelo núncio apostólico no Egito, Dom Bruno Musarò.

Conselho Mundial de Igrejas

 

Na manhã desta quinta-feira pronunciou-se o pastor Olav Fykse Tveit, secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas, que em seu discurso sublinhou em particular como “o futuro de Jerusalém deva ser compartilhado. Não pode ser a posse exclusiva de uma única fé em relação às outras ou de um povo contra o outro. Jerusalém é e deve continuar a ser, uma cidade de três religiões e dois povos”.

“Jerusalém – prosseguiu – é considerada uma cidade santa, sinceramente e profundamente amada por todas as três religiões abraâmicas, judeus, cristãos e muçulmanos. Este amor e este apego profundo devem ser respeitados e afirmados em qualquer solução que possa ser prevista”.

Em abril, quando o Papa Francisco visitou o Cairo, a Universidade de Al-Azhar havia promovido uma Conferência Mundial sobre a Paz, e que também contou com a participação de Tveit.

O secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas voltou a falar hoje sobre o papel das religiões na solução de conflitos.

“Como crentes em Deus Onipotente, deveríamos explorar juntos o que significa manifestar o amor de Deus neste conflito em que as três religiões monoteístas e as suas comunidades estão envolvidas e são atingidas. Não haverá paz em Jerusalém a menos que todas as três religiões sejam respeitadas e envolvidas na solução”.

Igreja Copta Ortodoxa

 

O patriarca da Igreja Copta Ortodoxa também pronunciou-se esta manhã, agradecendo ao Grão Imã pela convocação do encontro.

“O que nos une é a Cidade Santa, a flor das cidades”, afirmou.

“Jerusalém não somente é um local onde existem os monumentos, mas é também o símbolo de um encontro com Deus. É terra sagrada e terra santa, terra em que céu e terra se encontraram, onde Deus falou mais do que em qualquer outro lugar”.

“Se Jerusalém representa uma história para o povo judeu, o é também para os cristãos e muçulmanos”, acrescentando que “a paz é uma escolha e para a paz não existe alternativa. Nunca será real se a violência não deixar de ser uma ameaça”.

Em seu pronunciamento, o líder da Igreja Copta Ortodoxa reiterou o seu “não” à decisão tomada pelo governo estadunidense de transferir a sua embaixada para Jerusalém. (Sir)

18 janeiro 2018, 14:04