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Natal prolongado nas Arábias Natal prolongado nas Arábias  (AFP or licensors)

Natal prolongado nas Arábias

Leia e ouça a crônica do missionário Pe. Olmes Milani, que nos fala das tradições de Natal nos Emirados Árabes Unidos, país onde presta seu trabalho como scalabriniano.

Missionário Pe. Olmes Milani CS - Dubai

Para muitas pessoas ao redor do mundo, em países, igrejas e cristãos de tradições próprias, a celebração de Natal cai em dias diferentes.

Nos Emirados Árabes Unidos, as igrejas, templos e estruturas religiosas estão na mesma área.  Esta configuração permite que numa área, relativamente pequena, sejam celebradas festas religiosas de muitos países.  De acordo com as datas em que ocorrem, a saudade e a nostalgia das comunidades de origem induzem os expatriados a vestir seus trajes típicos para a ocasião.

O vai e vem das pessoas indica em qual igreja ou templo, as celebrações estão sendo realizadas desde o dia 24 de dezembro a 7 de janeiro. A proximidade das estruturas de culto, nas Arábias, dá sensação de que o período de Natal é prolongado, ao contrário de países onde predomina uma única religião.

 Embora a maioria das igrejas celebre o Natal no dia 25 de dezembro, algumas o fazem em outras datas, com destaque para os dias 6 e 7 de janeiro. O motivo está no seguimento dos calendários Juliano e Gregoriano. O Calendário Juliano tomou o nome do Imperador Júlio Cesar que o introduziu no ano 46 a.C. e o Gregoriano, do papa Gregório XIII que em 1582, o aperfeiçoou. Este foi adotado pelas igrejas no Ocidente, enquanto aquelas do Oriente* permaneceram fiéis ao Juliano.

O fenômeno das migrações faz com que ritos e festas religiosas de um país sejam levadas para diferentes partes do mundo. O mais importante não é a data em que se celebra o Natal, mas a presença do Filho de Deus na humanidade.

Ouça a crônica do Pe. Olmes Milani
22 dezembro 2017, 08:56