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Apreensão é grande entre comunidade copta no Egito Apreensão é grande entre comunidade copta no Egito  (AFP or licensors)

Máximo alerta em todo Egito após atentados contra comunidade copta

O Patriarca da Igreja Copta Tawadros II defende que “a batalha contra a violência e o terrorismo se faz com o diálogo, isolando aqueles que procuram cobrir os seus gestos com concepções equivocadas da religião”.

Cidade do Vaticano

“A alegria do Natal é maior do que qualquer violência, qualquer tristeza”. Com estas palavras o Patriarca copta-ortodoxo Tawadros II comentou os  ataques cometidos por jihadistas na sexta-feira,  29 de dezembro, contra uma igreja copta e uma loja de coptas na cidade de Helwan, ao sul do Cairo.

“A batalha contra a violência e o terrorismo se faz com o diálogo – sublinhou Tawadros em uma mensagem divulgada pelo L’Osservatore Romano – isolando aqueles que procuram cobrir os seus gestos com concepções equivocadas da religião”.

Uma exortação que chega precisamente quando os coptas se preparam para festejar o Natal ortodoxo em 7 de janeiro próximo, em um clima de crescente temor e apreensão.

Na região do Cairo foram adotadas medidas especiais de segurança pelo fato de que justamente na noite de Natal será inaugurada a maior catedral copta do norte da África e do Oriente Médio, na presença do presidente egípcio Abd al-Fattāḥ al-Sīsī.

Cardeal Kurt Koch

“O sinal que os cristãos podem dar ao mundo” é o de “uma grande fé”, de “uma escolha de vida vivida no mistério de Cristo. Podemos aprender muitas coisas destes fiéis”,  disse em entrevista à agência Sir o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, ao comentar o ataque contra comunidade copta ortodoxa.

Núncio Mussarò

Já Núncio Apostólico no Egito, Dom Bruno Musarò, afirmou que “o governo está fazendo o possível para proteger as igrejas, mas a apreensão permanece”.

Os cristãos sabem perdoar, afirmou o Núncio. “Encontrei há algum tempo uma mãe que perdeu o filho no atentado em Minia, em maio deste ano, e ela me disse que como cristã não podia não perdoar”. Naquele ataque morreram 28 pessoas.

(L’Osservatore Romano)

 

30 dezembro 2017, 17:32