Versão Beta

Cerca

VaticanNews
Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch 

Atentado no Egito: Cardeal Koch, "coptas dão sinal de uma grande fé"

Falando do perdão dos coptas em relação aos autores dos atentados, primeiro no Cairo e depois em Alexandria e Tanta, o cardeal explicou que esse foi o grande testemunho que nos deixou o primeiro mártir, Estêvão. E, antes dele, o mesmo foi feito por Jesus na cruz.

Cidade do Vaticano

“O sinal que os cristãos podem dar ao mundo” é o de “uma grande fé”, de “uma escolha de vida vivida no mistério de Cristo. Podemos aprender muitas coisas destes fiéis”. Foi o que disse – em entrevista à agência Sir – o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, falando sobre a comunidade copta ortodoxa, no Egito, novamente atingida na manhã desta sexta-feira (29/12) por um ataque terrorista numa igreja ao sul do Cairo, onde várias pessoas perderam a vida.

Perdão dos coptas aos autores dos atentados

“Há uma grande amizade entre o Papa Tawadros e o Papa Francisco – recordou o purpurado. E a visita de Francisco ao Cairo aprofundou muito essa relação de amizade. O Papa Tawadros tem um grande coração ecumênico e de abertura à Igreja católica. Ele o demonstrou vindo a Roma quando decidiu fazer sua primeira visita fora do Egito. E quando quis que todos os anos se celebrasse no dia 10 de maio o Dia de amizade copta-católica.”

Falando do perdão dos coptas em relação aos autores dos atentados, primeiro no Cairo e depois em Alexandria e Tanta, o cardeal explicou que esse “foi o grande testemunho que nos deixou o primeiro mártir, Estêvão, que era perseguido, mas rezou a fim de que Deus perdoasse seus algozes. E, antes dele, o mesmo foi feito por Jesus na cruz quando disse: ‘Perdoai-os porque não sabem o que fazem’”.

(Agência Sir)

29 dezembro 2017, 19:37