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 Papa convocou “Mês missionário extraordinário” para outubro de 2019 Papa convocou “Mês missionário extraordinário” para outubro de 2019   (AFP or licensors)

Coreia: mês missionário convocado pelo Papa renovará impulso apostólico

“No final do Séc. XVIII alguns eruditos entraram em contato com os livros bíblicos e com a obra ‘O verdadeiro significado do Senhor do céu’ de autoria de Pe. Matteo Ricci, em chinês, e começaram a estudar autonomamente a doutrina da Igreja”, conta o Pe Agostino Han.

Cidade do Vaticano

O “Mês missionário extraordinário” – convocado pelo Papa Francisco para outubro de 2019 – renovará o impulso apostólico na comunidade católica coreana e será um estímulo a prosseguir na obra de anúncio do Evangelho, que na Coreia tem suas raízes na experiência dos mártires. Foi o que disse à agência missionária Fides o sacerdote da diocese sul-coreana de Daejeon, Pe. Agostino Han, recordando a história e a atualidade da evangelização da Igreja na Coreia.

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“Nossa história recorda a passagem evangélica de São Marcos, quando diz: o Reino de Deus é como um homem que lançou a semente na terra; ele dorme e acorda, de noite e de dia, mas a semente germina e cresce, sem que ele saiba como (Mc 4,26-27)”, ressaltou o sacerdote.

Florescimento do cristianismo na Coreia

“ Pe. Agostino repercorreu a história do florescimento do cristianismo em terra coreana ”

“No final do Séc. XVIII alguns eruditos entraram em contato com os livros bíblicos e com a obra ‘O verdadeiro significado do Senhor do céu’ de autoria de Pe. Matteo Ricci, em chinês, e começaram a estudar autonomamente a doutrina da Igreja”.

“Conquistados pela verdade explicada pelo missionário jesuíta, enviaram um deles a Pequim, para que recebesse o batismo. Sucessivamente, missionários chineses e franceses vieram à Coreia. Muitos deles foram martirizados professando a fé corajosamente”, continuou.

Protomártires na Coreia

“Alguns deles foram assassinados poucos meses após a chegada à península coreana: isso significa que foram mortos por ódio à fé (in odium fidei) após ter viajado durante mais de um ano, atravessando os oceanos. Muitos tinham somente trinta anos no momento do martírio”, acrescentou.

“Naquele momento – prosseguiu o sacerdote – teria sido muito difícil imaginar que a Igreja na Coreia alcançaria, séculos mais tarde, a admirável cifra de cinco milhões de pessoas que professam a fé católica, como hoje ocorre. Hoje é uma Igreja que envia aos quatro cantos do mundo mais de mil missionários entre sacerdotes, religiosos e leigos.”

Sacrifício não foi inútil

Pe. Agostino observou ainda: “Embora os missionários tenham sido martirizados após um breve tempo da obra de evangelização, o sacrifício deles não foi inútil. Foram homens que lançaram as sementes do Evangelho na terra coreana. Os frutos das sementes não se veem logo após a semeadura”.

“A missão de Jesus, bem como a dos missionários que vão a terras longínquas, não é realizar um grande projeto de caráter humano, mas fazer a vontade de Deus na própria vida, confiando totalmente na Providência de Deus.”

Deus é o Senhor da História

Hoje, nós cristãos coreanos, preparando e vivendo o Mês missionário extraordinário, devemos ter essa confiança na providência de Deus, como fundamento sólido de todas as nossas atividades evangelizadoras.

“Deus é o Senhor da história, quer a salvação de todos os povos e os atrai a si, mediante a colaboração de todo batizado, em sua Providência”, ponderou o sacerdote da diocese sul-coreana. (Fides)

25 outubro 2017, 18:36