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Angola - Voltou a calma em Luanda depois de actos de vandalismo

A capital angolana voltou à calma depois das acções de vandalismo de bens públicos e privados ocorridos, segunda-feira (10/01). O Presidente da República, João Lourenço, apelou, quarta-feira (12/01), à preservação da independência, paz, reconciliação nacional e desencorajou qualquer acto de retaliação.

Anastácio Sasembele - Luanda 

A capital angolana já regista um ambiente calmo, depois dos actos de vandalismo e arruaça, protagonizados por supostos membros de associações de taxistas, que iniciaram, esta segunda-feira (10/01), uma greve de três dias.

Naquele fatídico dia registou – se a queima de pneus e vandalização de bens públicos e privados, bem como o corte da circulação rodoviária em algumas artérias da cidade de Luanda.

Mais de 100 pessoas foram detidas e estão a ser submetidas a julgamento sumário.

Os grevistas (taxistas) que se demarcam dos actos de vandalismo, reclamam entre outras coisas, uma alegada “extorsão, pelas forças de defesa e segurança”, a não profissionalização da actividade de táxi, a falta de carteira profissional, a “exclusão dos taxistas nas políticas do Executivo”, o mau estado das vias e a falta de iluminação na via pública.

O presidente angolano João Lourenço, ao falar nesta quarta – feira (12/01), na abertura da reunião do Conselho de Ministros, caracterizou como um “verdadeiro acto de terror”, as acções de vandalismo ocorridas, em Luanda e apelou, por isso, à preservação da independência, paz, reconciliação nacional e desencorajou qualquer acto de retaliação.

João Lourenço afirmou ainda que a paralisação de uma pequena parte dos táxis, em Luanda, serviu de pretexto para aproveitamento político, com vista a criar a ira dos cidadãos utilizadores deste tipo de meio de transporte urbano.

Rafael Inácio líder grevista demarcou – se dos actos de vandalismo, afirmando que o que se passou nada tem a ver com os taxistas e muitos menos influência de partidos na oposição.

E o analista para questões políticas e sociais da Emissora Católica de Angola, Albino Pakisi, também repudiou os actos que culminaram com a banalização de bens públicos e privados, mas pede prudência em relação as acusações, segundo as quais, algum partido na oposição estará por detrás dos factos que tiveram lugar na última segunda-feira decorrente da greve dos taxistas.

Oiça

 

 

 

 

13 janeiro 2022, 13:46