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Núncio Apostólico D. Giovanni Gaspari e o Ministro Adão de Almeida (Angola) Núncio Apostólico D. Giovanni Gaspari e o Ministro Adão de Almeida (Angola) 

D. Giovanni Gaspari: Acordo-Quadro, empenho de colaboração entre o Estado e a Igreja

O Governo de Angola procedeu nesta terça-feira (12/10) à entrega formal ao Núncio Apostólico em Angola e à Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) dos instrumentos jurídicos aprovados pelo Estado angolano para permitir a implementação do Acordo-Quadro rubricado em 2019 entre Angola e a Santa Sé.

Anastácio Sasembele – Luanda, Angola

Angola e a Santa Sé mantêm relações históricas seculares, desde a nomeação, em 1608, de António Manuel Nvunda (Negrita) como primeiro Embaixador do então Reino do Congo em Roma.

Em 1992 o Papa João Paulo II foi a primeira mais alta entidade da Igreja Católica a visitar Angola e, em 2007, Bento XVI reconheceu que, efectivamente, António Manuel Nvunda havia chegado a Roma na qualidade de primeiro Embaixador do Reino do Congo, cuja sede estava em MBanza Kongo, hoje capital da província do Zaire, território de Angola.

Empenho mútuto entre o Estado e a Igreja católica em Angola

Ao tomar a palavra o Representante da Santa Sé em Angola, D. Giovanni Gaspari, disse que este acto formal marca a expressão de uma nova forma de empenho mútuo entre o Estado angolano e a Igreja Católica em Angola, numa atitude de colaboração amigável e confidente.

“Segundo a Doutrina Social da Igreja a pessoa não pode encontrar a sua realização apenas em si mesma, mas como parte de um todo, no seu estar com os outros e para os outros”, afirmou D. Giovanni.

Estado reconhece importância social da Igreja

Por parte do governo de Angola chefiou a delegação o Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida. Na ocasião o governante realçou que Angola é um Estado laico que respeita a liberdade religiosa e reconhece a importância social da Igreja, com quem estabelece relações de parceria para a salvaguarda do bem comum.

“Talvez esteja na hora de se repensar este conceito de separação, que na verdade ele não estabelece uma relação de separação, mas uma relação de cooperação e de colaboração entre o estado e as Igrejas”, reforçou o Ministro.

As duas delegações agradeceram aos técnicos das duas Comissões, intergovernamental e eclesiástica, que realizaram todo o trabalho de conclusão do Acordo Quadro.

Processo longo mas valeu a pena para o bem de todos

Para o Presidente da CEAST, D. José Manuel Imbamba, o processo foi longo, mas valeu a pena “ hoje estarmos a receber este instrumento que vai regulamentar todo o nosso agir social, pastoral para o bem de todos nós”.

A Cerimónia de entrega dos instrumentos aconteceu no memorial António Agostinho Neto, em Luanda.

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13 outubro 2021, 09:55