Vatican News
Profissionais da Comunicação social, em Luanda (Angola) Profissionais da Comunicação social, em Luanda (Angola) 

Angola. Foi apresentada aos jornalistas a mensagem “Vem e verás” do Papa Francisco

“Profunda e Real”, assim consideram a mensagem do Santo Padre para o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais, apresentada à sociedade angolana na terça-feira (11/05). Na ocasião os jornalistas e demais comunicólogos foram chamados a ganhar coragem para exercer a profissão com rigor e independência, indo sempre ao encontro dos mais necessitados.

Anastácio Sasembele – Luanda, Angola

"Vem e verás" (Jo 1,46). Comunicar encontrando as pessoas como e onde estão. Este é o tema para a celebração do 55° Dia Mundial das Comunicações Sociais, escolhido pelo Papa Francisco neste ano de 2021.

Oiça aquia reportagem e partilhe

“A mensagem do Papa Francisco para o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais é profunda e real, e para o contexto angolano é o recordar da tarefa de quem comunica, mas também de quem se deixa impregnar nesta profundidade deste valor humano que a todos faz falta”, assim considerou o Frei José Paulo, convidado a apresentar a mensagem à sociedade angolana, nesta terça-feira (11/05), em Luanda, numa promoção da Comissão para as Comunicações Sociais da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST).

O jornalista e Sacerdote Dominicano, dirigindo-se a uma plateia de jornalistas, estudantes de comunicação, sacerdotes e religiosos, presentes na mesa redonda, afirmou que a primeira coisa que o Santo Padre diz nesta mensagem é uma constatação.

“O convite «Vem e vê» é para poder contar a verdade da vida que se faz história. Estas palavras do apóstolo Filipe são centrais no Evangelho. O anúncio cristão, mais do que palavras, é feito de olhares, testemunhos experiências, encontros, proximidade. É uma palavra de vida”, referiu o Frade Dominicano.

“O jornalismo sério deve ter agenda própria e deve chamar atenção a quem tem responsabilidade de resolver os problemas dos marginalizados, é este jornalismo que o Papa pede”, disse, por outro lado, o Frei José Paulo.

E o decano dos jornalistas angolanos Siona Casimiro, presente na mesa redonda, disse que a mensagem do Santo Padre atingiu o ponto central da essência da actividade jornalística, a “reportagem” de rua, que nos dias que correm, infelizmente vai perdendo terreno ao jornalismo a que chamou de banca.

Este profissional da comunicação, já na reforma, afirmou ainda que o Santo Padre orienta para que se vá ao encontro das minorias, espalhadas em inúmeras “periferias existenciais” que clamam por justiça e paz.

Em Angola várias actividades foram programadas para assinalar o 55º dia mundial das comunicações sociais, o ponto alto acontece domingo (16/05) com a celebração da santa missa, no Seminário Maior do Sagrado Coração de Jesus, em Luanda.

14 maio 2021, 10:07