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Encenação da Paixão de Cristo no Sudão do Sul, em março de 2018 Encenação da Paixão de Cristo no Sudão do Sul, em março de 2018  (AFP or licensors)

No Documento de Kampala, as diretrizes para relançar a evangelização na África

“O Evangelho de Cristo crucificado e ressuscitado é a nossa força”, afirma o documento. “Cristo nos convida a mudar nossa mentalidade; considerar novos desafios pastorais e repensar a nossa formação para um novo método de anúncio do Evangelho”.

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Em 28 de janeiro de 2020, o Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM) havia lançado o Documento de Kampala, com as experiências dos bispos da Igreja na África durante a XVIII Assembleia Plenária do SECAM, que coincidiu com a celebração dos 50 anos da organização. O primeiro vice-presidente do SECAM, o bispo de Umtata, Dom Sithembele Anton Sipuka, apresentou o documento de 100 páginas em uma videoconferência desde Pretória, África do Sul.

O documento de Kampala retoma o tema da 18ª Assembleia Plenária "Que possam reconhecer Cristo e tenham vida em abundância", e sintetiza as contribuições dos bispos da África durante a Plenária realizada no Munyonyo Speke Resort em Kampala, Uganda, de 19 a 29 de julho de 2019.

Durante o Jubileu de Ouro e a Plenária, os bispos africanos das 8 regiões que compõem o SECAM sublinharam que “a missão da Igreja-Família-de-Deus na África é levar ao povo a esperança inspirada na fé cristã e agir para que os povos do continente experimentem a alegria do Reino de Deus”.

O documento está dividido em três partes principais. Na primeira parte, retoma a história da missão da Igreja na África desde os tempos de Cristo até julho de 1969, quando o Papa Paulo VI consagrou o nascimento do SECAM. Aqui, os bispos revisaram as resoluções anteriores da plenária desde 1970 e apreciaram o que o SECAM realizou nos últimos 50 anos.

Entre os resultados notáveis ​​estão: a formação de agentes de evangelização eclesial; a formação dos leigos; a colaboração da Igreja Católica com outras Igrejas e religiões não cristãs; a questão dos matrimônios cristãos e da vida familiar; o apostolado bíblico e a fundação do Instituto Bíblico da África e Madagascar (BICAM); o uso de meios modernos de evangelização; a necessidade de evangelização integral; o papel da Igreja na promoção da justiça, da paz e da reconciliação.

Na segunda parte, é enfatizado como a Igreja na África hoje deve encontrar caminhos para continuar a crescer para encontrar Jesus Cristo e conhecê-lo; viver uma vida cristã que seja um verdadeiro testemunho; e ser uma Igreja segundo o modelo eclesiológico de "família de Deus".

Na terceira parte, o documento propõe o caminho a seguir, sublinhando a necessidade de encontrar novos métodos para anunciar o Evangelho, de forma a transformar o continente africano que deve enfrentar desafios como os efeitos negativos da globalização ou da educação.

“O Evangelho de Cristo crucificado e ressuscitado é a nossa força”, afirma o documento. “Cristo nos convida a mudar nossa mentalidade; considerar novos desafios pastorais e repensar a nossa formação para um novo método de anúncio do Evangelho”.

“Exortamos todo o povo de Deus a ver o Jubileu do SECAM como um Kairos para uma nova vida em Cristo; recebam este documento como instrumento pastoral para um novo compromisso missionário a exemplo de Cristo”, exortam os bispos.

Agência Fides - LM

05 fevereiro 2021, 11:11