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Acordo de Paz entre o Governo e a Renamo (Moçambique) Acordo de Paz entre o Governo e a Renamo (Moçambique) 

Moçambique: As Nações Unidas antevêem um ano de diálogo e pacificação no País

As Nações Unidas, por intermédio do enviado especial do seu Secretário-geral em Moçambique, Mirko Manzoni, reiteram que há espaço para diálogo entre o Presidente da República Filipe Jacinto Nyusi e o líder da Auto-proclamada Junta Militar da RENAMO, Mariano Nhongo.

Hermínio José – Maputo, Moçambique

Numa missiva enviada à imprensa, nesta quarta-feira (06), Mirko Manzoni disse acreditar que existe um ambiente propício ao diálogo, entre Mariano Nhongo e o Presidente Nyusi.

Junta Militar da Renamo anuncia trégua no centro

Entretanto, em finais de dezembro findo, o líder da autoproclamada Junta Militar da RENAMO, um grupo dissidente do principal partido da oposição em Moçambique, deu anúncio da suspensão das emboscadas e ataques de viaturas nas estradas e aldeias do centro de Moçambique, para permitir o início de negociações de paz com o Governo.

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Na sequência, em outubro, o Chefe de Estado moçambicano também tinha anunciado uma trégua na perseguição das Forças de Defesa e Segurança (FDS) à Junta Militar da RENAMO durante sete dias, mas tentativas de aproximação para um diálogo fracassaram, com as duas partes a trocarem acusações.

Abertura ao diálogo é um bom sinal para a paz

Para Mirko Manzoni, a abertura das duas partes para um diálogo é um bom sinal, uma "clara demonstração da importância atribuída à paz e do seu desejo de pôr fim ao conflito no centro de Moçambique".

Com efeito, a Igreja Católica em Moçambique mostra-se esperançosa numa restauração da paz efectiva em Moçambique, País que nos últimos tempos é assolado por ataques armados nas províncias de Sofala e Manica, na região centro, e os ataques terroristas na província de Cabo Delgado, a norte do País.

Bispo de Pemba classifica a guerra de uma verdadeira chaga

O Bispo de Pemba, D. Luiz Fernando Lisboa, classifica a guerra em Moçambique de uma verdadeira chaga e apela ao Governo para que dê um basta a esses conflitos de forma com que o povo viva em paz.

Mais de dois mil mortos em Cabo Delgado

De referir que Moçambique, há mais de três anos é assolada por ataques terroristas em Cabo Delgado, com uma tendência a agudizar-se e empurrando milhares de famílias ao sofrimento e miséria. São mais de dois mil os mortos e centenas de milhares os deslocados internos, em Cabo Delgado.

07 janeiro 2021, 12:19