Busca

Vatican News
Mocímboa da Praia, localidade fustigada por ataques em Cabo Delgado, norte de Moçambique Mocímboa da Praia, localidade fustigada por ataques em Cabo Delgado, norte de Moçambique 

Moçambique: insurgentes envergam uniforme das Forças Armadas em Cabo Delgado

O Governo moçambicano, através do Ministro do Interior, disse esta quarta-feira (27), no Parlamento, que os insurgentes em Cabo Delgado envergam uniforme das Forças Armadas de Moçambique para baralhar as Forças de Defesa e Segurança, e recorrem a drones e fazem da população seu escudo.

Hermínio José – Maputo, Moçambique

O Ministro do Interior Amade Miquidade garantiu, porém, que os terrorristas estão a “perder o terreno” face às investidas das Forças de Defesa e Segurança que tudo fazem para devolver a calmia, paz e tranqulidade nas comunidades assoladas pelos ataques terrorristas na Província de Cabo Delgado, a norte de Moçambique.

Insurgentes usam táctica de guerrilha

Segundo o governante, os insurgentes adoptam tácticas de guerrilha, organizando-se em pequenas formações para protagonizarem ataques a alvos  civis e militares. Ainda como “modus operandi”, acrescenta o Ministro do Interior moçambicano, os insurgentes aliciam algumas lideranças locais e religiosas, usam locais de culto para concentração e perpetração de ataques e inserem-se na comunidade constituindo famílias que lhes dão proteção social, sob coação.

Oiça aqui a reportagem e partilhe

Entretanto, Amade Miquidade assegurou que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão a ganhar terreno na luta contra os grupos armados em Cabo Delgado, colocando-os em fuga para zonas mais distantes das comunidades.

FDS cortam linhas de abastecimento militar e logístico dos atacantes

As Forças de Defesa e Segurança (FDS), acrescenta o Ministro do Interior, apostam no corte das linhas de abastecimento logístico e militar dos grupos armados, para impedir o fornecimento de armas, alimentos, transportes e comunicações.

De referir que os ataques terrorristas em Cabo Delgado, norte de Moçambique, eclodiram em outubro de 2017 e já resultaram até o momento em mais de 500 mortos, centenas de milhares de desalojados, para além de deixarem um rasto de destruição de diversas infra-estruturas sociais e económicas. 

28 maio 2020, 10:37