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D. Zeferino Zeca Martins, Arcebispo do Huambo, em Angola D. Zeferino Zeca Martins, Arcebispo do Huambo, em Angola 

Desemprego e fome nas famílias entre os principais impactos do Covid-19 em Angola

O Arcebispo do Huambo, em Angola, D. Zeferino Zeca Martins, alerta que o desemprego e a fome nas famílias estão entre os principais impactos do Covid 19 no País, e defende o reforço da solidariedade, por forma a mitigar possíveis desastres sociais.

Anastácio Sasembele – Luanda, Angola

O novo Coronavírus pode agravar neste ano a situação das populações em situação de extrema fome em Angola, a conclusão é do arcebispo do Huambo, D. Zeferino Zeca Martins, durante a celebração restrita do 13 de Maio, dedicado a Nossa Senhora de Fátima.

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De acordo com o prelado muitas são as famílias vulneráveis cujas condições de vida estão a piorar a cada dia que passa devido às restrições impostas aos cidadãos como medida de prevenção contra a pandemia do Coronavirus.

Prolongado isolamento manifesta que todos estamos na mesma tempestade

Para o arcebispo o isolamento social que se prolonga põe de manifesto que todos estamos na mesma tempestade mas não no mesmo barco.

“Para uns a quarentena está a ser observada com tranquilidade, mas para muitos outros, este é um tempo de auténtica desgraça porque os alimentos se escasseiam e a fome aperta.

Milhares de trabalhadores despedidos ou suspensos

E três mil e 728 trabalhadores foram afectados pelos despedimentos e suspensões das relações jurídico-laborais nos últimos dois meses, informou nesta sexta-feira (15/05), em Luanda, a Ministra angolana da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias.

A situação do Covid-19 tem reflectido negativamente na vitalidade das empresas e execução de determinadas políticas, com referência para o fomento ao emprego, facto que motivou a aprovação das medidas imediatas de alívio aos efeitos económicos e financeiros provocados pela pandemia.

Reforçar onda de solidariedade

D. Zeca diz ser necessário reforçar a onda solidariedade para com os mais necessitados de forma a mitigar possíveis desastres sociais.

Até as 18 horas desta sexta – feira (15/05), o país tinha 48 casos positivos, com dois óbitos, 14 recuperados e 32 activos (clinicamente estáveis). De 11 a 25 de maio, Angola observa um novo período de estado de emergência, de 15 dias, para tentar conter a proliferação do novo Coronavírus (Covid-19).

Esta é a quarta etapa do regime de excepção, que se iniciou a 27 de março, tendo a última prorrogação vigorado no período de 26 de Abril a 10 de maio.

16 maio 2020, 10:59