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Santa Missa com restrições de Covid-19, no Domingo de Ramos, em  Angola Santa Missa com restrições de Covid-19, no Domingo de Ramos, em Angola 

Angola celebra Domingo de Ramos entre restrições impostas pelo Coronavírus

À semelhança de outras partes do mundo, em Angola as celebrações do Domingo de Ramos aconteceram com várias restrições impostas pela pandemia do novo Coronavirus.

Anastácio Sasembele – Luanda, Angola

“Infelizmente a humanidade não soube ouvir a voz de Deus”, frisou o Presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) e Arcebispo de Luanda, D. Filomeno do Nascimento Vieira Dias, na Missa de Domingo de Ramos celebrada a porta fechada, na capela do Seminário Maior do Sagrado Coração de Jesus, em Luanda.

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Seguida pelos fiéis através da Rádio, Televisão e outros meios de comunicação e informação, a Missa obedeceu às orientações impostas pelo Covid-19.

Deus não causa nenhum mal, mas ama os homens

“Onde está Deus neste período do novo Coronavirus?”, são questões regularmente colocadas pelos homens neste momento de aflição, disse D. Filomeno que recordou aos homens de fé que Deus não causa nenhum mal, pelo contráio, neste mundo ama mais do que o próprio homem.

Aumenta número de casos positivos no País

Entretanto as autoridades sanitárias anunciaram, neste domingo (05/04), o registo de mais quatro casos positivos, aumentando para 14 o total de pessoas infectadas em Angola.

De acordo com o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, que falava na habitual conferência de imprensa sobre o ponto de situação da pandemia no país, trata-se de quatro cidadãos provenientes de Portugal no dia 20 de março.

Entre os novos casos consta uma criança de um ano de idade e uma idosa de 62 anos. Dos 14 infectados, dois morreram, dois recuperaram e os demais seguem em tratamento.

Reforçar oração fraterna e solidariedade

D. Filomeno recomendou oração fraterna entre os fiéis, reforçando a solidariedade e a caridade.

“Vamos pedir juntos a Nossa Mãe querida, Maria Auxiliadora dos cristãos, Virgem da Muxima, para nos ajudar a carregar a nossa cruz com Cristo e testemunhar a nossa fé nele com a confiança de que Ele nos acompanha, mesmo na escuridão da doença e morte”, referiu o prelado.

06 abril 2020, 11:41