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Negociações para a paz no Sudão do Sul, na Comunidade de Sant'Egídio, em Roma Negociações para a paz no Sudão do Sul, na Comunidade de Sant'Egídio, em Roma 

Sudão do Sul: Em Roma mais um novo passo nas negociações e diálogo para a paz

Terminou nesta sexta-feira (14/02), na Comunidade de Sant’Egídio em Roma, o primeiro encontro de negociações após os acordos para o cessar-fogo no Sudão do Sul, assinado em Roma no passado dia 12 de janeiro. Participaram no encontro delegados do governo, de todas as forças da oposição e alguns observadores internacionais.

Cidade do Vaticano

Na verificação do cessar-fogo no Sudão do Sul, martirizado por uma guerra civil iniciada em dezembro de 2013, estão envolvidos todos os movimentos de oposição que não aderiram ao acordo de paz de Addis Abeba assinado em setembro de 2018. É o resultado do primeiro encontro de negociações que terminaram esta sexta-feira, 14, em Roma, na sede da Comunidade de Sant’Egídio, depois da declaração assinada em Roma aos 12 de janeiro. Participaram nas negociações delegados do governo, de todas as forças políticas da oposição e alguns observadores internacionais, entre os quais a Igad, as Nações Unidas e a União Europeia.


O enviado do Presidente: no caminho certo para a paz

O encontro, que se realizou graças à mediação de Sant'Egídio, sanciona a entrada do SSOMA, abreviação que reúne todos os movimentos de oposição que não aderiram ao acordo de paz de Addis Abeba assinado em setembro de 2018, no mecanismo de verificação e monitoragem do cessar-fogo. "Trata-se de um passo necessário e crucial para a consolidação do processo de paz - explica Paolo Impagliazzo, secretário geral da Comunidade, que tem acompanhado a mediação - porque serão garantidos a segurança da população civil e o acesso de organizações internacionais em todo o país".

Barnaba Marial Benjamin, enviado especial do Presidente Salva Kiir, agradecendo a Comunidade de Sant'Egídio por ter criado as condições para "um diálogo inclusivo", observou: "Estamos no caminho certo rumo à paz tanto desejada pelo Papa Francisco, e temos o mandato e a boa vontade para percorrê-lo”. Em nome do SSOMA, o general Thomas Cyril Swaka reiterou "o empenho de acabar com as hostilidades no terreno e os tons ameaçadores nas redes sociais para criar as condições favoráveis ao diálogo”.

O próximo encontro ainda em Roma, no mês de março

As negociações continuarão nas próximas semanas sobre a governação e as principais causas do conflito; o próximo round será dedicado ao encontro entre os chefes militares, que deverão tornar operativas as decisões tomadas sobre o cessar-fogo, e terá lugar sempre em Roma, no mês de março.

14 fevereiro 2020, 09:21