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Chuvas intensas e inundações no centro e norte de Moçambique Chuvas intensas e inundações no centro e norte de Moçambique  (AFP or licensors)

Moçambique: Caritas preocupada com os desastres naturais no País

O mau tempo caracterizado por chuvas fortes e descargas atmosféricas está a ceifar vidas humanas em algumas províncias do centro e norte de Moçambique. Segundo dados oficiais, actualmente o número de mortes situa-se em 45 vítimas.

Hermínio José – Maputo, Moçambique

Ainda nesta época chuvosa,  66 pessoas ficaram feridas e pouco mais de 65 mil pessoas foram afectadas pelo mau tempo.

Chuvas deixam rasto de destruição e luto

As previsões apontam o mês de março, como fim da época chuvosa 2019/2020, mas as intempéries já deixaram um rasto de destruição e luto nas famílias moçambicanas. É que se há uma semana tinham sido reportados 28 óbitos, este número disparou situando-se, agora, nos 45.

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Deste número, a Zambézia continua a liderar com 31 óbitos, seguido da província de Maputo com 6, Sofala com 4, Manica e Niassa com apenas 2 óbitos cada. As descargas atmosféricas, desabamento de residências e arrastamento pelas águas são apontados como sendo as causas das mortes.

Os dados do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades apontam, ainda, para uma subida do número de pessoas e famílias afectadas. Em sete dias, por exemplo, cresceu de 58. 851 para 65.852 o número de afectados pelo mau tempo, um aumento de 7.031 pessoas.

Ainda de acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), o número de casas parcialmente destruídas subiu de 7.673 para 8.205 enquanto as que ficaram completamente destruídas viram seu número aumentar em 255, ou seja, de 2.589 para 2.844. As casas inundadas também aumentaram de 1.504 para 2.409.

Ano lectivo 2020 sem salas de aula

Entretanto, com o arranque do ano lectivo 2020 à porta, os dados do INGC revelam um aumento de salas destruídas de 629 para 639 e o número de escolas afectadas mantém-se nos 47.

Diante deste cenário, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades já identificou em todo o país 522 locais para abertura dos centros de acolhimento com capacidade para 186.766 pessoas.

A ocorrência do mau tempo em Moçambique afecta todos os segmentos da sociedade e a Igreja Católica, através dos seus serviços humanitários não está indiferente a essas calamidades.

Segundo o presidente da Caritas moçambicana, Dom Alberto Vera, há necessidade de um intenso trabalho de prevenção das calamidades naturais no país.

Chuvas e as doenças hídricas

A esta época chuvosa associam-se as doenças hídricas, como a cólera, devido ao precário saneamento do meio. No entanto, o presidente da Caritas refere que os activistas deste braço humanitário tem estado a realizar campanhas de saneamento de meio e sobre a higiene pessoal e colectiva.

Presidente da Caritas Moçambicana, Dom Alberto Vera, falando em torno das calamidades naturais que sistematicamente abalam o país e a par disso a resposta que a Caritas tem dado a esses eventos calamitosos em Moçambique.

30 janeiro 2020, 13:26