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Vatican News
2020.01.10 Angola - Città di Sumbe inondata Angola - Cidade de Sumbe inundada 

Angola - chuvas torrenciais já provocaram 41 mortos

As chuvas que se abatem um pouco por todo o território de Angola nos últimos dias já fizeram 41 mortos de acordo com as autoridades locais.

Anastácio Sasembele - Luanda

A época chuvosa em Angola já provocou 41 mortos, destruiu mais de mil casas e afetou 2.498 famílias, num total de 11.990 pessoas, em 12 províncias do país, informou nesta quinta - feira (09/01) a Comissão Nacional de Proteção Civil.

Oiça

Cabinda

Na província de Cabinda por exemplo, nesta quarta-feira (08/01) duas pessoas da mesma família, (mãe e filha) morreram em consequência do desabamento da casa onde residiam devido a forte chuva.

José luís, filho da malograda contou aos nossos microfones, os momentos em que procuravam junto dos vizinhos socorrer a Mãe e a Irmã.

Luanda

Em luanda, a cidade capital do país, a chuva de sábado (04/09) fez uma vítima mortal e várias casas ficaram inundadas. Já na província do Uíge uma criança de seis anos de idade morreu e seis membros da mesma família ficaram feridos, bem como 200 pessoas ficaram desabrigadas nos municípios do Uíge e de Negage, em consequência da chuva que caiu nos últimos dois dias na província.

Segundo o coordenador da Comissão Nacional de Proteção Civil, o ministro angolano do Interior, Eugénio Laborinho, de agosto de 2019 à presente data, as chuvas destruíram 12 igrejas e quatro pontes e deixaram parcialmente destruídas 1.145 residências, havendo ainda o registo de 975 casas inundadas.

Eugénio Laborinho disse que as chuvas estão igualmente a causar problemas a nível de ravinas, de forma mais preocupante na Lunda Norte, Lunda Sul, Uíje, Zaire, Moxico, Cuando Cubango, Malanje e Bié, onde “estão a progredir de forma assustadora, ameaçando o corte da movimentação por estradas, destruição de infraestruturas, bem como o desenvolvimento destas localidades”.

Comissão Nacional de Proteção Civil analisou a situação 

Entretanto na província do Huambo o abastecimento de água potável à cidade foi já restabelecido, a 50 porcento, esta quinta-feira (09/01), sete dias depois da chuva ter afectado o sistema eléctrico das duas estações de captação, tratamento e distribuição de água a partir do rio Kulimañhala. As cheias haviam atingido meio metro de altura nas duas captações, tendo resultado na destruição de 16 dínamos, o que obrigou a paralisação do fornecimento de água à cidade e a periferia.

O coordenador da Comissão Nacional de Proteção Civil abordou também a questão da seca severa, que Angola registou em 2019 na parte sul do país, nomeadamente nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe, Cuando Cubango, parte do Cuanza Sul e Benguela, afetando 1.789.376 pessoas e 2,3 milhões de cabeças de gado bovino e 1,2 milhões de gado caprino e ovino, resultando na morte de 30.823 animais.

De acordo com Eugénio Laborinho, a situação da seca atingiu nas regiões afetadas “contornos alarmantes”, sobretudo das famílias das zonas rurais.

O governante angolano frisou que apesar dos esforços do Governo para minimizar a situação, através da prestação dos apoios necessários, “continua-se a registar, nas províncias mencionadas, um índice elevado de desnutrição aguda, o abandono escolar e o absentismo dos alunos”.

A reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil serviu para analisar danos e perdas na presente época chuvosa, o grau de intervenção das autoridades, os apoios prestados e os meios disponíveis e utilizados, bem como as perspetivas dos sectores na presente época chuvosa e perfil de risco de desastres de inundação e seca em Angola.

10 janeiro 2020, 10:37