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D. Raymond Ahoua, Bispo de Grand-Bassam, Costa do Marfim D. Raymond Ahoua, Bispo de Grand-Bassam, Costa do Marfim 

22° Dia Nacional de Oração pela Paz na Costa do Marfim

Os Cristãos da Costa do Marfim celebraram na última quinta-feira, 15, o 22° Dia Nacional de Oração pela Paz na Costa do Marfim, na paróquia do Espírito Santo de Mockeyville, na diocese de Grand-Bassam.

Cidade do Vaticano

O povo costa-marfinense é convidado a reunir-se, para se reconciliar e rezar – é o centro da mensagem do Padre Charles Olidjo Siwa, Secretário Executivo Nacional da Comissão Nacional da Justiça e Paz e da pastoral das prisões, pronunciada na homilia durante a celebração eucarística por ocasião do XXII Dia Nacional de oração pela paz. A missa foi presidida pelo Bispo de Grand-Bassam, Dom Raymond Ahoua, na presença de autoridades políticas e administrativas, e de muitos fiéis que vieram rezar para que venha a paz ao País.

Amor pelos inimigos não é fraqueza

Na sua homilia, o Padre Charles Olidjo Siwa convidou os costa-marfinenses a se unirem ao ideal da paz e a amar os inimigos, o que não é uma fraqueza nem rendição, mas uma força. É a condição sem a qual não se pode ser estabelecida uma paz verdadeira entre homens e povos. "22 anos depois de ter sido instituído, este dia não parece ter alcançado o efeito desejado na experiência dos marfinenses", disse o Padre Olidjo que, em seguida, exortou os homens e mulheres da Costa do Marfim a se questionarem sobre a qualidade das suas orações: "se um povo de crentes, como o nosso, pede através de suas orações fervorosas, a paz para o seu País, e que essas orações parecem não ser escutadas por Deus, devemos perguntar-nos serenamente se esta oração é boa. "O Deus de Jesus Cristo", prosseguiu o sacerdote, "nunca escutará a oração dirigida a Ele pela morte dos nossos inimigos e pela destruição dos nossos adversários políticos.

Colocar o interesse da nação acima dos interesses pessoais

 Dirigindo-se a todos os componentes do povo costa-marfinense, o Padre Olidjo chamou-os à reconciliação em torno dos valores defendidos pelo hino nacional, a Abidjanesa. A classe política marfinense é então convidada ao diálogo fraterno, a colocar o interesse superior da nação bem acima dos interesses pessoais e partidários. O presidente da República, Alassane Ouattara, deve usar todos os meios à sua disposição para reunir na comunhão e no diálogo todos os filhos e filhas da Costa do Marfim, ressaltou o Padre Olidjo.
O Dia nacional de oração pela paz na Costa do Marfim foi precedido por uma novena de oração pela paz. E também foi precedido pela primeira assembleia geral ordinária da Comissão Nacional de justiça e paz.

 

Paz para o desenvolvimento harmosioso e sustentável da Costa do Marfim

O Dia Nacional da Paz foi instituído em 1996 pelo Decreto nº 96-205 de 7 de março de 1996. A data de 15 de novembro foi acrescentada desde então ao calendário dos feriados do País. A 22ª edição nacional, combinada com o plantio de árvores em DABOU, teve como tema: A paz para o desenvolvimento harmonioso e sustentável da Costa do Marfim. Ao instituir este dia, o Estado da Costa do Marfim quer inserir de forma sustentável a cultura da paz no quotidiano de cada cidadão. Neste dia, a Igreja Católica na Costa do Marfim, através da sua Comissão Episcopal de Justiça e Paz, reúne-se para rezar e transmitir uma mensagem de paz e reconciliação.

17 novembro 2018, 15:27