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Filomena Fortes - Presidente do Comité Olímpico Caboverdiano em Roma,  com alguns desportistas caboverdianos em Itália Filomena Fortes - Presidente do Comité Olímpico Caboverdiano em Roma com três jovens desportistas da diáspora caboverdianos em Itália  

Olimpismo como filosofia de vida – Filomena Fortes

Primeira Presidente mulher do Comité Olímpico de Cabo Verde (COC), e uma das poucas em África e no mundo, Filomena Fortes tem como prioridade difundir o olimpismo como filosofia de vida que utiliza o desporto para o desenvolvimento social e humano.

Dulce Araújo - Cidade do Vaticano 

A noticia deste dias é que Filomena Fortes foi galardoada a 17 deste mês com a Medalha de Ordem Olímpica Africana, em Argel, durante a Assembleia Geral da Associação de Comités Olímpicos Africanos ,ACNOA, de que é vice-Presidente.  Mas de 7 a 10 do corrente mês, esteve em Roma a convite da Associação Kriol-Ità para tecer relações com organismos congéneres no sentido de melhorar o olimpismo em Cabo Verde, no mundo. A visita contempleva também conhecer atletas de origem caboverdiana residentes em Itália e ver as formas de colaboração. 

COC – Instituição de boa saúde

Em entrevista à Rádio Vaticano ela considerou que o COC é uma instituição que está de boa saúde e que tem feito progressos desde que ela assumiu as rédeas da organização em 2014.  Mais do que na conquista de medalhas, a aposta tem sido a de incutir na população o espírito de Olimpismo como forma de inclusão social e desenvolvimento. E um dos frutos neste sentido é o trabalho feito com o ICA, Instituto Cabo-verdiano de Menores, e que já levou mais de uma centena de crianças fora do percurso escolar a voltar à escola.

Encorajar a mulher a enveredar pela liderança desportiva

Mas estão a trabalhar também para uma maior participação da mulher nos lugares de liderança no mundo do desporto e nas actividades desportivas em geral. Filomena mostra-se todavia, crítica, em relação às próprias mulheres que, na sua opinião, devem lançar-se com mais coragem para o mundo desportivo e não render-se à primeira dificuldade.

As mulheres nos lugares de liderança nos Comités Olímpicos são todavia uma minoria. Basta pensar que Filomena é uma das quatro em África no cargo de Presidente de Comité Olímpico e uma das doze no mundo.

Nascida em Angola, onde abandonou o estudo de Medicina, Filomena diz que o que lhe faz mover na vida é o bichinho do desporto. E foi isso que a levou a fazer mesmo um Doutoramento e vários mestrados em actividades desportivas.

Papa Francisco, um Papa visionário

A preocupação da Filomena pela difusão do desporto como forma de levar as pessoas à felicidade, a uma sociedade mais inclusiva, parece estar em sintonia com a Doutrina da Igreja e dos frequentes pronunciamentos do Papa Francisco acerca da importância do desporto como forma de abertura ao outro. Facto que leva Filomena a considerar o Papa Francisco, um visionário.

Desporto, papel de união e de projecção de Cabo Verde no mundo

Quanto ao papel que o desporto pode ter nesta fase do desenvolvimento de Cabo Verde, Filomena acha que é sobretudo o de união, como aconteceu aquando da notável distinção dos “Tubarões Azuis” na COPA de África. Acha que o desporto é também uma forma de fazer conhecer Cabo Verde no mundo e tornar o país apto a receber grandes competições africanas e mundiais.

Eleita para a chefia do Comité Olímpico cabo-verdiano em 2014, Filomena conquistou, com fôlego, o segundo mandato. A Medalha recebida em Argel é um reconhecimento ao grande trabalho que tem em prol do olimpismo em Cabo Verde e no continente africano em geral.

Oiça aqui as suas palavras

 

 

 

 

19 julho 2018, 17:03