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Igreja em Moçambique reafirma seu envolvimento no diálogo para a paz (foto de arquivo) Igreja em Moçambique reafirma seu envolvimento no diálogo para a paz (foto de arquivo) 

Igreja em Moçambique reafirma envolvimento no diálogo para a paz

A Igreja Católica em Moçambique reafirma o seu envolvimento no diálogo político em prol da busca da paz efectiva no país - posicionamento tornado público, em Maputo, pelo porta-voz da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), Dom João Carlos, Bispo da Diocese de Chimoio, no centro de Moçambique.

Hermínio José - Maputo

A Igreja Católica em Moçambique, através da Conferência Episcopal, reafirma o seu envolvimento no diálogo político, em prol da busca da paz efectiva no país. Este posicionamento foi tornado público em Maputo, pelo porta-voz da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), Dom João Carlos, que neste momento governa a Diocese de Chimoio, no centro de Moçambique.

Segundo o prelado, o processo de paz em Moçambique, conheceu vários momentos de avanços e recuos a que a igreja sempre esteve atenta. O Porta-voz da Conferência Episcopal de Moçambique congratula-se pelos avanços registados no diálogo entre o Presidente da República, Filipe Nyusi e o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Porém, Dom João Carlos aponta a necessidade de formar as mentes no que tange os valores éticos e morais.

A intolerância, o não aceitar o diferente, é um vício à democracia

Ainda de acordo com o porta-voz da Conferência Episcopal de Moçambique, a intolerância, o não aceitar a diferença, a degradação de valores, são factores que podem pôr em causa a democracia recente que Moçambique vive.

A confiança quebrou-se e deve ser retomada

Entretanto, o académico moçambicano, Brazão Mazula, afirma no espírito das conversações de Roma, que ditaram a assinatura do Acordo Geral de Paz em Moçambique, é preciso que se retome a confiança, que nos últimos tempos mostra-se quebrada.

A Paz precisa crescer, ser alimentada e considerada

Por seu turno, o analista político, Vasco Gomes, defende que a paz não é um dado adquirido para sempre. Ela precisa crescer e ser alimentada. O nosso entrevistado elabora que todo o povo moçambicano deve se envolver no processo de desenvolvimento da nação.

De referir que na sequência dos diálogos entre o Governo e a Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, cujo líder morreu há dias, são vários os consensos alcançados, os quais ditaram o estabelecimento de uma trégua por tempo indeterminado, depois de dois anos de hostilidades militares no país.

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15 maio 2018, 16:37